quarta-feira, 26 de outubro de 2016

ASTROCAMP , ASSOCIAÇÃO DE ASTRÓLOGOS DE CAMPINAS E REGIÃO

Autoria: Ana González


“Naquela época não tínhamos internet. Só havia o
 curso
por correspondência na Regulus em SP.
Era longe.
 Resolvemos montar um grupo de astrologia em Campinas.”

ORIGEM

Rose Villanova quando se mudou para Campinas em 1984, quis fazer um curso de astrologia e não teve sorte ao buscar uma escola ou professor. Teve a indicação de Cecilia França, com entrou em contato.  Como ela ia para Campinas todas as semanas para fazer supervisão em psicologia analítica, área em também atuava, fez a proposta: se Rose montasse uma turma, ela daria aula de astrologia. 

Então, Rose mobilizou seus recursos pessoais. Espalhou cartazes pela cidade em casas de produtos naturais e esotéricas. Juntou dezesseis alunos. As aulas aconteceram em uma loja de produtos naturais no bairro Barão Geraldo chamada Cia do Campo. 

Era o segundo semestre de 86. Chegou a tornar-se sócia da dona da loja que acabou sendo depois ma espécie de quartel general do grupo. Logo conheceu Fernando Guimarães que em 1987 também começou a dar aulas para outra turma. Um grupo de estudo foi também formado por alunos de turmas anteriores.

Chegaram outras pessoas para dar aulas, como o professor Álvaro Schmidt Neto, que participara da Escola Júpiter juntamente com Olavo de Carvalho ou para dar e participar das palestras que ocorriam com regularidade. Entre os anos 87 e 88, outras turmas e níveis de conteúdo. O curso se expandia. 

Estava se aproximando o momento de aparecer uma organização mais formal. 

DAS REUNIÕES INFORMAIS AO ESTATUTO DE INSTITUIÇÃO

Os alunos dos vários professores (Cecília França, Fernando Guimarães e Álvaro Schmidt) continuaram a se reunir nas aulas e fora delas para estudar e discutir astrologia. 

Os participantes do grupo começaram a participar de congressos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Frequentaram alguns cursos com Adonis Saliba (Astrologia Eletiva), com Maurício Bernis (Astrologia Empresarial e Economica) e com Sérgio Mortari (Astrologia Médica). Rose Villanova também fez curso de Astrologia Preditiva com Waldir Fücher e depois no Rio com Otávio Azevedo de Astrocartografia. Fernando Guimarães apresentou ao grupo o astrólogo Darci Lopes que começou a vir a Campinas para dar palestras. 

Tantas atividades promoveu entusiasmo no grupo e a ideia de formar uma associação de astrólogos da região. Organizou-se, então, um Encontro de Astrologia de Campinas e Região que ocorreu em 13 de novembro de 1988. A pauta era: criação da Associação dos AACR – Associação dos Astrólogos de Campinas e Região; sugestões para trabalhos de grupos de estudo; elaboração de um boletim informativo. Esse foi o primeiro esboço do que seria a Astrocamp.

A partir daí, a associação foi sendo amadurecida. Em 30 de Setembro de 1990 às 9h45 minutos, ela foi registrada em cartório e na Receita Federal, com CGC e todas as formalidades de uma associação.

O advogado Guido Ivan de Carvalho, amigo do grupo, que a pedido da Maria Eugênia de Castro já tinha elaborado o estatuto da Sarj no Rio de Janeiro, colaborou nessa tarefa. Dalva Helena Tupinambá, advogada e astróloga, acompanhou esse processo jurídico junto a ele, eleito pelo grupo associado de honra.

Estavam presentes no ato da fundação César Moura, Alma A. Bacci Garcia, Dalva Tupinambá, Rose Villanova, Eduardo Moreno Marques, Yolanda Martinelli de Souza e Fernando Mattos Guimarães. Também participaram da instituição entre outros: Darci Lopes, Juarez Fausto Prestupa, Lilia Donadon, Bronislav  Antonys Drabek, Sonia Regina Pequeno e Yolanda Martinelli.

 ATIVIDADES DA ASSOCIAÇÃO

Havia boletins mensais e reuniões que ocupavam a tarde toda (contando com lanche compartilhado!). Nelas, os associados davam palestras que eram acompanhadas de discussão.

Além dessas reuniões, aconteceram também nove palestras, realizadas aos sábados mensalmente, com astrólogos convidados e especialistas de outras áreas de interesse (radiestesia e iridologia) realizadas em locais mais amplos com um público mais eclético e em maior número. O intercâmbio com astrólogos de São Paulo e outras cidades era grande.

Houve três eventos maiores com formato de congresso. O primeiro em Jaguariúna, no hotel Jaguari, a 26 de novembro de 1993 com pouco mais de cinquenta participantes. O segundo foi em um restaurante em Holambra. O terceiro em águas de São Pedro no Hotel Fazenda Fonte Colina Verde nos dias 23, 24 e 25 de agosto de 1996. Antes desse terceiro encontro, Darci Lopes apresentou a Rose Villanova, Valdenir Benedetti que foi de grande ajuda na organização. Este último contou com mais de cem fichas de inscrição, o que é um número grande levando-se em conta ser um evento de astrologia em contexto regional.

Os convites eram enviados e alguns patrocínios conseguidos para as despesas do hotel. Às vezes, os participantes se cotizaram para bancar os palestrantes locais e convidados de outras localidades: Rose Villanova, Lidia Carmelli, Darci Lopes; Kika Magalhães; Henriete Fonseca, Paulo Granjeiro, Nezilda Passos, Hanna Opitz, André Peixoto, Elza Calder. Rui Sá foi palestrante em todos os eventos.

O estatuto instituía reuniões duas vezes por ano. Nelas eram definidas atividades e a realização de evento e/ou conferência. Houve até a eleição de um Conselho Consultivo. 

REPERCUSSÃO 

Desde os primeiros momentos, o grupo se preocupou em emprestar às atividades uma seriedade e compromisso formal. Assim desde os primeiros cursos, antes da formalização da instituição, havia um esquema saturnino de provas e exame. As reuniões do núcleo de estudos davam certificado para seus frequentadores. As reuniões da diretoria tinham atas de registro. A intenção era realizar encontros anuais. Os eventos contavam com questionários de avaliação para os participantes preencherem dando opinião, críticas e sugestões. E certificados de participação.

A última ata registrada é de 11 de novembro de 1994. O último evento da entidade, segundo ela, foi em 1996. Aos poucos, a Astrocamp foi perdendo a força inicial. Entre as primeiras reuniões informais até o final de funcionamento da instituição, foram pouco mais de seis anos de trabalho fora dos grandes centros em que normalmente as coisas acontecem.

As instituições têm um começo e, muitas vezes, um fim. São muitas as dificuldades para manter uma instituição funcionando. Resistências normais à realidade: inúmeras tarefas, problemas de verbas. Mas, podemos dimensionar a extensão de uma instituição pela seriedade e dimensão de suas ações. A história da Astrocamp mostra um esforço conjunto de seus membros, uma disposição para o estudo compromissado da astrologia que com certeza deixou sementes.

Em depoimento, Darci Lopes lembrou certa vez que ele também acreditou nesse ideal astrológico que foi sustentado por Rose Villanova e por Fernando Guimarães. Segundo ele, tal idealismo propiciou que a instituição acontecesse.

Rose Villanova foi secretária, tesoureira e até presidente da associação, talvez a gestão mais marcada por eventos de sucesso, segundo depoimentos de colegas.  Ela foi a alma da instituição e juntou em torno de si parceiros de mesmas intenções.

Uma última observação: havia comemoração no Dia de Reis, o dia do Astrólogo. Com certeza, era um grupo que também se divertia muito!


AS IMAGENS: o logo da instituição, uma planilha de gastos, o folder de um evento, um mapa do Rio de Janeiro distribuído para estudo do grupo, um certificado de participação em evento e uma ficha de inscrição . 





quinta-feira, 6 de outubro de 2016

DE ASTROLOGIA, TECNOLOGIA E GRUPOS ESPECIAIS

Autoria: Ana González


Se tivermos certo tipo de atenção sobre relatos de memória, poderemos descobrir detalhes que podem surpreender por seus aspectos humanos e afetivos. Tais relatos ganham colorido.

Ao buscar as histórias dos programas Vega e Pegasus para cálculos astrológicos, descobri outras de que eu sequer suspeitava a existência. Assim descobri um grupo especial em torno da busca por novidades tecnológicas: alunos e um mestre. Como isso aconteceu?

Antonio Facciollo no início de sua carreira profissional, como todos os astrólogos daquela época, fazia os cálculos manualmente. Tábua de logaritmos, efemérides e outros apetrechos necessários, além de alguma capacidade matemática.

Preocupado com a precisão dos números, aceitou rapidamente as primeiras calculadoras, máquinas bem rudimentares nos anos de 1973/1974. E aberto ao contato com seus alunos percebeu logo interesses comuns. Todos desejavam os recursos tecnológicos que estavam chegando.

Assim como tinha acontecido entre os profissionais na época dos cálculos manuais, em que havia trocas de livros técnicos, equações e publicações estrangeiras, também na época do aparecimento de novas tecnologias, houve comunicação e partilha de novidades.  Eram disquetes, rotinas em tiras de papel, notícias, cópias piratas que passavam de mão em mão. 

Houve uma movimentação muito grande. Estava montado um cenário adequado à produção de conhecimento e realizações.

Ao entrevistar Antonio Facciolo, pouco tempo depois, pude confirmar algo de que eu já tinha tido indícios. Ele e seus alunos Amauri Magnana e Paulo de Tarso tinham formado um grupo muito especial, trabalhando por um objetivo comum. Eram possibilidades abertas que resolveriam as necessidades de todos.

 A curiosidade dos jovens foi acolhida pelo mestre. Eles tinham competências na área das matemáticas, puderam aproveitar o momento. Eles aprendiam e acompanhavam o entusiasmo do professor. Tornaram-se companheiros e amigos.

Enquanto isso, o caldeirão do conhecimento acontecia. Primeiramente as calculadoras simples, depois as programáveis e, por fim, os computadores pessoais. O professor indicava o caminho da astrologia. A adaptação para a linguagem tecnológica foi o trabalho dos jovens. Os programas que inicialmente eram distribuídos aos amigos, começaram a ser vendidos por insistência do professor.

Os jovens não pararam mais de produzir sempre buscando aperfeiçoamento e a inclusão de novos dados astrológicos.

Nas três entrevistas que eu realizei, apareceu a mesma narrativa de um clima de cooperação. Um brilho nos olhos do mestre ao relembrar esse encontro. O mesmo brilho dos olhos dos dois alunos.

Será que eu estou fazendo uma análise subjetiva? Por outro lado, talvez as três personagens envolvidas não tivessem noção do que acontecia. Porém suas vidas foram marcadas por aqueles acontecimentos.  Duas biografias foram direcionadas para a tecnologia a serviço da astrologia. Direcionadas para sua vocação.

Circunstâncias especiais mudam nossas vidas. Nesse caso, os dois alunos tiveram o privilégio de encontrar um mestre. O mestre exerceu seu Magistério.

Juntos, formaram um grupo muito especial em que uns resolviam as necessidades dos outros. Um encontro especial. Sorte deles. Sorte nossa.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

DE ENGENHARIA E DE ASTROLOGIA

Autoria: Ana Maria Mendez González

Por que motivo o nome Vega?
“Porque é curto e nomeia uma estrela.
 Simpatizei.”

Não foi fácil conseguir a entrevista com Amauri Magagna, o criador do programa Vega. Foram necessárias algumas tentativas pelo facebook e o pedido de intermediação de amigos comuns.

Valeu a espera. Pelo telefone, o tom amigável sugeriu o encontro logo na semana seguinte em um café na Avenida Paulista. Ele chegou à vontade e querendo falar.

o início

A escolha acadêmica seguiu uma vocação que seria amplamente desenvolvida mais tarde. Só poderia ser aquela: a engenharia eletrônica. Estava no segundo ano do curso na Faculdade Politécnica da USP, nos idos de 1978, quando se interessou pela astrologia, através de sua irmã Marisilda que estudava psicologia na  PUC. Com ela, um colega de curso, Paulo de Tarso Ferreira e outros, entrou no mundo da astrologia. O primeiro livro a ser lido foi "O grande livro de Astrologia" , de Júlia e Derek Parker (do Círculo do Livro).. Em casa de praia, o grupo lia e discutia com interesse. Foram muitas conversas com os amigos.

E o estudo foi ampliado mais tarde, em 1979 quando estudou a Astrologia Racional, cujo conteúdo técnico posteriormente acabou servindo de base para a programação do Vega.

Amauri se aplicou muito na teoria astrológica para o exame da ABA (Associação Brasileira de Astrologia) sob a orientação de Antônio Facciollo. No meio de seu relato, ele recorda que as Direções Primárias do programa Vega foram desenvolvidas a partir da teoria da Astrologia Racional estudada com a professora Vera Facciollo. Era dela também o acompanhamento em temas avançados como a astrometereologia, ingressos e outros.

Desde 1978, ele já tinha o básico de conhecimento de programação e entendia de máquinas de cálculos. A primeira foi a TEXAS TI57 que nessa época ainda não tinha memória nem utilizava cartão. É fácil imaginar que logo o engenheiro quisesse os cálculos astrológicos.

Aos poucos, ampliou seu conhecimento de programação e cálculos matemáticos. Juntou a esse repertório técnico um curso básico de Astronomia na USP em 1980, onde conseguiu as fórmulas astronômicas para o cálculo das órbitas dos planetas. A formatura de engenharia veio em 1981.

Durante o dia, era engenheiro. A astrologia ocupava suas noites e madrugadas. Um hobby muito especial.

Em 1988 sai da empresa em que trabalhava como engenheiro e vive um ano sabático para fazer programas de astrologia. Nunca mais voltou para empresa. Nem para a engenharia.

O que era hobby, virou escolha de vida.

O programa Vega

Encontros interessantes foram possibilitando trocas de conhecimento e de estímulo. Amauri e Paulo de Tarso conheceram Amâncio Friaça em um grupo de astrologia coordenado pelo Wanderley Vernili (naquela época talvez ainda um estudante de Física na USP) na Igreja Santa Justina. Também estiveram no Instituto Delphos, a convite do astrólogo Milton Maciel a quem apresentaram os programas de cálculos para divulgação a grupos.

Esse tipo de contatos fizeram que as primeiras cópias do programa do Matrix que já contavam com os cálculos mais precisos de Michael Erlewine fossem veiculadas. Antonio Facciollo passou tal programa para Amauri e Paulo de Tarso ainda em fita cassete já que não existiam ainda disquetes. Desse programa, eles possuíam o livro original e cópias com cálculos matemáticos. Os cálculos dos planetas e das equações astronômicas (elipses etc) não eram precisas e esse programa já apresentava a correção necessária, contendo erro de poucos minutos de arco o que para a época era muito bom. Mesmo com esses avanços para a época, o Matrix ainda tinha uma linguagem limitada de computação e programação (linguagem Basic). ).

Naquela época não se esperava que os computadores substituiriam os pesados livros de efemérides. Os limites de cálculo das rotinas iam de 1800 a 2100 e, evidentemente, a maior precisão era no século 20. Os cálculos em um Apple levavam um minuto, o que hoje sabemos ser muito tempo para um cálculo. Essa lentidão não causava estranheza naquela época.

Também foi Antonio Facciollo quem forneceu as primeiras informações para a criação das rotinas da linguagem tecnológica. Paulo de Tarso se recorda de um livro sobre Plutão que foi entregue por Facciollo a Amauri que, brilhantemente, adaptou os cálculos.

Podendo acessar linguagens mais avançadas, em julho de 1987 surge o primeiro Vega que foi escrito começando do zero com outra linguagem (Pascal), para o PC e simultaneamente para o Apple II.

A linguagem Pascal ajudou nesse trabalho, pois ela permitia a programação estruturada voltada a objetos, facilitando o desenvolvimento por meio de blocos funcionais. Isto acelerou muito o desenvolvimento do programa. Essa primeira versão apresentava o mapa natal, progressões e trânsitos.

Os programas da Matrix eram mais voltados ao público norte-americano, e usavam métodos de progressão diferentes dos usados por aqui (arco solar, arco de Naibod, etc.). O programa Vega introduziu as progressões secundárias e sinódicas.

DO COMPUTADOR PARA A NUVEM

Antonio Facciollo teve papel importante nesta história. De certa forma foi ele que tornou possível esse capítulo de programas de computação para a astrologia.

Naquela época havia um programa de rádio comandado pela astróloga Xênia Bier, conhecida e com grande audiência de público. Nesse programa quase como uma missão, ele divulgava a Astrologia científica e desejava que a imagem da astrologia ganhasse um cunho de seriedade e profissionalismo. Era com essa intenção que ele dirigia o Instituto Paulista de Astrologia, escola fundada em 1965. Foi assim também que conduziu a instituição ABA (Associação Brasileira de Astrologia).

Amauri e Paulo de Tarso, que estavam em contato inicial com a astrologia, foram visitar Antonio Facciollo, que entendeu a curiosidade dos jovens, tendo assim abraçado a causa de lhes dar o conhecimento teórico de astrologia que eles desejavam. Na verdade, ele também desejava um programa para fazer os cálculos de mapa astrológico. Foi um encontro de necessidades mútuas.

Era o que precisava acontecer para que o setor de tecnologia para astrologia se desenvolvesse, pois era uma época em que programas e computadores eram raros e caros.  E além disso eram lerdos. Havia cálculos que demandavam cerca de vinte minutos para sua conclusão porque os programas envolviam um número enorme de cálculos. Hoje isto é feito quase que instantaneamente.

Conforme Amauri e Paulo de Tarso progrediam na programação, trocavam ideias entre si, e compartilhavam disquetes com os avanços feitos.

A comercialização do programa Vega se inicia no Instituto Paulista de Astrologia, com Antonio Facciollo, e se expande para a escola Regulus, com a parceria de Alexandre Fücher. Lucely Kerikian seria a parceira na livraria Spiro, importante ponto de divulgação e de venda.

E o programa se desenvolve à medida que a tecnologia avança. Na época do PC modificações são necessárias para adaptação do programa aos novos computadores e sistemas operacionais.

Depois de anos da primeira versão do Vega, chegou o Vega Plus que representou um grande crescimento com a inclusão de interpretação, um pedido insistente das pessoas. Respondida essa demanda do público, ocorreu um estouro de vendas. Essa facilitação servia de grande ajuda ao estudante de astrologia.

Em 1997, foi então criada a Viraj, uma empresa de informática para comercializar os programas. A sócia Léa Bastos cuidava da parte comercial, enquanto ele desenvolvia as novas versões e montava o produto (gravava os discos do programa, montava a caixa e o manual).

Posteriormente a empresa se associou à ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), e houve a participação em várias FENASOFT (feira de informática no Anhembi) no stand da ABES. Em uma delas, foi feito o convite a Floriano Possamai (criador do Canopus) para participar junto a eles.

Em 1997 foi lançada a versão 7.0, já compatível com o Windows 95, mesmo ainda sendo um programa desenvolvido para o DOS. Nessa mesma época começa a se popularizar o PC, e o número de usuários cresce exponencialmente.

Nesse momento de crescimento da divulgação e venda, não foi possível continuar com o registro dos clientes como acontecera no início da comercialização do produto. Quando o número de clientes chegou a mais de 5000, isso se tornou difícil de administrar.

Em 2000, a empresa Sadhana Informática é criada para cuidar exclusivamente dos programas, e a Viraj se transformou em comércio de produtos esotéricos variados (tarôs, radiestesia, runas, etc., incluindo o programa Vega). O regime tributário dos dois tipos de empresa é bem diferente, então era mais vantajoso fazer esta cisão. Então, de 2000 para cá, o programa Vega passou a ser da Sadhana e comercializado pela Viraj.

Por volta de 2000, começam a aparecer pessoas procurando programas de astrologia para Mac e Linux. Para suprir esta demanda, e também para eliminar de vez a necessidade de atualizações constantes e versões diferentes do programa, em 2003 foi lançado o Vega Plus Online.

Por rodar exclusivamente na internet, usando apenas o navegador de internet, o programa pôde finalmente ser usado em qualquer computador, com Windows, Mac, Linux ou qualquer outro sistema operacional. Isto é conhecido como “computação na nuvem”. Basta apenas criar uma conta on-line no site do programa, e abri-lo diretamente no navegador, sem qualquer necessidade de baixar o programa e instalá-lo. Por meio de assinatura de serviço, o usuário compra um período de uso, que pode ser de 3 meses, 6 meses ou um ano, e renova quando quiser.

Finalmente, em 2006, o programa em CD é “aposentado”, permanecendo apenas o Vega Plus Online. Neste, novas opções são acrescentadas periodicamente, fazendo com que o programa continue evoluindo constantemente.

últimas considerações

A conversa foi mediada por goles de cafés e algumas digressões. Pude observar no engenheiro-astrólogo-programador, que seus olhos brilhavam ao falar de detalhes técnicos. O que vincula, pelos métodos de cálculos, um método de previsão a uma progressão? O que as diferencia? As escalas de tempo. Surgem, então, em meio a essa conversa, a progressão sinódica, a progressão de arco solar, complementos importantes para um mapa astrológico.

Você, leitor, sabia que não há transição abrupta no universo? Eu não sabia. Entrei em contato com uma necessidade imensa para se fazer os cálculos matemáticos com precisão. Justifica-se, então, uma quase obsessão referente ao rigor absoluto dos cálculos. Carlos Fini era um parceiro entusiasmado nessas questões matemáticas. Um pequeno erro e o que vem a seguir está comprometido de forma impensável. Imagine, que um minuto de diferença na hora de nascimento gera o mesmo erro que 25 km de diferença na longitude da cidade.

Nas poucas horas que passamos juntos, pude comprovar o que as pessoas dizem dele: o intelectual dos cálculos matemáticos na programação para a astrologia, pessoa com grande vocação para fazer as adaptações matemáticas de uma linguagem para a outra.

Amauri Magagna é um apaixonado por esse mundo de exatidões. Ele mantém a postura que deve ter tido durante toda a vida de cérebro a serviço da ciência.

Visite o site profissional de Amauri Magagna Sadhana Informática: http://www.sadhana.com.br/







quarta-feira, 1 de junho de 2016

PROGRAMA PEGASUS, um pouco mais do que tecnologia

Autoria: Ana Maria Mendez González

Hoje em dia ser programador de software é opção relativamente comum. É área profissional em ascensão. Escolha adequada. Mas, há cerca de quarenta anos atrás, o que explicaria essa opção? Fui conversar com Paulo de Tarso Ferreira, o criador do programa PEGASUS, bastante utilizado pelos astrólogos brasileiros. A seguir, eis como surgiu este programa para cálculos astrológicos, os passos iniciais de elaboração e seu amadurecimento como produto final.

O INÍCIO

A intenção era outra, mas ele acabou chegando à área da programação de computador. Paulo de Tarso Ferreira tinha escolhido, originalmente, Engenharia Eletrônica como curso superior. Enquanto completava o colégio e fazia cursinho, teve contato com um livro sobre Freud e achou que Psicologia era o que realmente queria fazer. Começou a carreira acadêmica pela Psicologia em 1972 e, com interrupções, também passou pelo Jornalismo e pela Física. O Latim teve lugar importante em suas horas de estudo porque queria ler os tratados de alquimia no original.

A astrologia chegou por herança paterna. Seu pai estudava astrologia na escola esotérica Rosa Cruz e fez seu mapa logo no nascimento. O conhecimento astrológico começou a se formar por volta de 1978 com o lançamento do livro "O grande livro de Astrologia" , de Júlia e Derek Parker (do Círculo do Livro), cuja pesquisa foi feita em grupo de amigos, colegas da faculdade e, principalmente, com o Amauri Magna e sua irmã, Marisilda Magagna. Na procura por uma informação mais consistente, o livro mais importante foi Astrologia Racional de Adolfo Weiss, em edição argentina pela Editorial Kier.

De 1979 até o começo de 1980 chegou a fazer leituras de mapas natais aos colegas da PUC como "diversão". Nesse período, procurando formas de facilitar o cálculo, teve contato com a calculadora Texas TI-59. Como não sabia nada de programação, quem criou as primeiras rotinas foi o Amauri Magagna.

ENCONTROS NOTÁVEIS

Um encontro (casual e impulsivo) acelerou esse contato com os programas de Astrologia. Visitando o Instituto Paulista de Astrologia, junto com o Amauri Magagna, Paulo "invadiu" o escritório do Antônio Facciollo, descobrindo que ele também tinha interesse em um programa de cálculos astrológicos e já tinha, inclusive tentado fazer isso, no passado. As necessidades comuns, as conversas e o vínculo de uma amizade fez que todos se esforçassem na direção desse objetivo. Foi uma convivência quase diária por mais de uma década.

Todas as informações sobre cálculo eram passadas ao Amauri Magnana, pois ele era o engenheiro e grande programador. As dificuldades eram enormes tanto na área de conteúdos astrológicos como na linguagem técnica. Houve tentativas para encontrar informações, como alguns sistemas de casas, por exemplo. Esse era o trabalho: descobrir a informação e transformá-la em programa. Amauri tinha essa condição técnica e especial vocação.

A partir de 1980 passa a trabalhar como Psicólogo em empresa, o que dificulta um pouco o envolvimento na Astrologia. Lá pela metade dos anos 80 se dá, no Brasil, o início da comercialização dos computadores pessoais. Aquele espírito técnico que tinha influenciado na escolha por Engenharia se manifestou novamente.

Entre os anos de 1984 e 85, trabalhando e morando em São José dos Campos compra seu primeiro computador (um TK-2000, Apple) e passa a dedicar o tempo livre para aprender técnicas e linguagem de programação. Isso acontece (a partir do DOS do Apple), esmiuçando os programas da Matrix, que era a grande produtora de softwares de astrologia da época. O aprendizado se deu por "engenharia reversa", lendo as rotinas dos softwares da Matrix para entender a função de cada uma e traduzindo os termos para português. Eram as primeiras tentativas de um criar programa.

Em 1985 deixa de trabalhar diretamente em empresas e volta a São Paulo, tornando-se Consultor de Recursos Humanos, o que garantiu maior flexibilidade nos horários de trabalho e permitiu dedicar um tempo maior à Astrologia e à programação. Elabora outro programa com novos recursos, usando um recurso do Apple IIe de mostrar em tela 80 colunas ao invés de apenas 40, característica dos primeiros Apple. Distribui esse novo produto, nomeado Astro II, aos amigos, que insistiram na comercialização, que acontece precariamente durante alguns meses com o nome rebatizado para Pegasus.

Por que esse nome? A palavra é proparoxítona e esse tipo de acentuação o agrada. Proparoxítonas são palavras fortes. Por outro lado, a palavra Vega, nome do outro programa para astrologia, é apenas uma estrela. Pegasus é constelação. Isso virou brincadeira, querela amigável com o companheiro e criador do Vega, Amauri Magnana.

Para elaborar o Pegasus, o Paulo desejou um critério de facilidade de acesso aos recursos da máquina. Ele queria uma simplificação no seu uso. E também não abriu mão de certa beleza. Portanto, apesar de ser um produto tecnológico, ele foi acrescentado de certos aspectos estéticos e psicológicos. Como ele mesmo declara, sua formação é como Psicólogo e não como Engenheiro. Portanto o Pegasus deveria ser um programa simpático e acolhedor, além de apresentar cálculos corretos e precisos.

Entre 1987 e 1988 a aceitação do programa Pegasus é grande. Até então as opções do Pegasus refletiam mais a forma de trabalhar do seu criador e das pessoas que o cercavam diretamente. O foco inicial eram os alunos do IPA (Instituto Paulista de Astrologia) e, pela parceria, os associados da ABA (Associação Brasileira de Astrologia) tinham desconto nos dois programas Vega e Pegasus.

Em 09 de maio de 1988 é lançada a segunda versão do Pegasus, que na verdade é a primeira versão totalmente comercial, incluindo opções para atender um público maior e que usava técnicas e sistemas diferentes. Nessa época o Amauri e o Paulo muitas vezes saíam juntos com o Carlinhos Fini (que foi fundamental no marketing), para apresentar seus programas, através de contatos com Alexandre Fücher, da Escola Regulus, Maurice Jacoel, Valdenir Benedetti, além de Antônio Facciollo, que já era parceiro nessa conquista.

Essa tecnologia modificava imensamente o dia-a-dia do profissional da astrologia. O sucesso foi rápido. Anos depois, houve uma tentativa de criar um único produto unindo os três programadores que existiam naquela época no Brasil: o Floriano Possamai, (Canopus), Amauri Magnana(Vega) e Paulo de Tarso (Pegasus). Encontros aconteceram para troca de ideias e identificação de aspectos comuns para incorporar, além dos cálculos comuns, as características particulares de cada software, bem como a fácil conversão de arquivos entre os três. Tal projeto não vingou.

Nos anos 1993 e 1994 o Paulo de Tarso passou vários meses no Rio de Janeiro, mantendo contatos com o Otávio Azevedo, responsável pelo Astrotiming e com a Maria Eugênia Capparelli, da escola Astrociência, na época os principais centros cariocas de Astrologia. Desses encontros, algumas novas opções foram acrescentadas ao Pegasus, já que a astrologia no Rio tinha seguido um desenvolvimento diferente do que aconteceu em São Paulo.

O programa foi passando por modificações, tornando-se mais completas suas competências e mais profissional sua apresentação, agora acondicionado em caixa adequada além de contar com manual impresso. Esse é um grande momento do programa, amadurecido após grandes dificuldades e muito trabalho.

A partir desse momento, são necessárias ainda atualizações temporárias, porque os cálculos astrológicos estão imersos no mundo da tecnologia, em que as mudanças não param de avançar.

Por exemplo, as telas em preto e branco, ganham cor, e surgem os desenhos coloridos, tela cada vez maiores e surgimento de sistemas operacionais que promovem a interação maior com o usuário. Com o aparecimento do programa Windows , a leitura passa a ser diferente, com botões que funcionam de forma nova exigindo uma visão de programação completamente diferente. Para se ter uma ideia, nos antigos programas em DOS, o computador esperava calmamente o usuário seguir uma sequência pré-programada de instruções. No Windows é possível fazer várias coisas simultaneamente o que inclui apertar vários botões ou editar vários campos ao mesmo tempo. Muitas adaptações foram necessárias.

Some-se a isso o ressurgimento de técnicas astrológicas de extrema complexidade para o cálculo manual que ocupam uma fração de segundo no computador. O melhor exemplo disso é o cálculo das direções primárias, realizadas apenas para reis, pela extrema dificuldade do cálculo manual. A complexidade de interações de cálculos em sistemas diferentes (um sistema para cada planeta) forçava um trabalho de semanas para conclusão do cálculo. Apesar da facilidade do cálculo no computador é uma técnica que até hoje amedronta os estudiosos pela ideia de "dificuldade" que ela carrega e ainda é pouco usada pelos profissionais.

É muito comum o pedido (por vezes bastante insistente) para que seja incluída a interpretação do mapa natal junto aos cálculos matemáticos como já acontece com muitos softwares, como o Vega brasileiro e o SolarFire americano. Embora reconheça a vantagem comercial de ter interpretação no Pegasus, o Paulo resiste muito a isso, que considera "um tiro no pé". Se os astrólogos começam a distribuir interpretações impressas de maneira simples e mais barata isso vai acabar se tornando o padrão e tornando difícil o trabalho do Astrólogo.





DEPOIS DO PROGRAMA DE COMPUTADOR, O QUÊ?

Por que e para quê a computação? O que aconteceu com o profissional da astrologia com o aparecimento da tecnologia? Que mudanças ocorreram em sua atuação profissional?

No início, era uma aberração ter um aparato tecnológico para fazer mapa. Astrólogos e clientes concordavam que não era adequado utilizar a máquina. Cada um tinha seus argumentos, por vezes não muito conscientes de sua significação.

Os astrólogos se negavam mesmo a usar computador já que seu trabalho seria artesanal e respeitado quase como uma atividade especial demais para ser maculada por uma máquina. Ainda hoje existem profissionais que consideram a Astrologia uma arte, exercida a partir de uma leitura intuitiva do mapa natal.

Por sua vez, para o cliente, uma máquina poderia tirar do astrólogo uma aura de misticismo que naquela ainda era muito comum ao exercício da profissão: ele seria uma espécie de guru. Não podemos ignorar que a imagem do astrólogo se misturou durante muito tempo com essa noção de guru, aquele que -entre outras coisas- detém o grande segredo. Ainda hoje podemos encontrar essa imagem junto ao profissional da astrologia .

 Podemos citar também a dependência que tal postura ajuda a criar entre cliente e profissional. Há muitas maneiras de lidar com o poder que um segredo pode deter. Se o profissional detém o segredo, tem também o poder e o cliente poder auferir das qualidades que ele representa. Talvez essa postura, ainda se mantenha de certa forma, mas tem sido inexorável o sucesso dos programas como ajuda essencial no exercício da profissão. Assim como a mudança na imagem do profissional da astrologia.

Pouco a pouco a eficiência e a rapidez venceram e todos concordam que é racional e lógico fazer uso da tecnologia para trazer eficiência nos cálculos. Os softwares facilitaram a pesquisa. Hoje em dia é impossível negá-la.

Novos tempos, novo profissional da astrologia.



PS: Agradeço a parceria inestimável de Paulo de Tarso Ferreira não só na fase de coleta de informações como também na produção deste texto, assessorando pacientemente na terminologia técnica e em outros dados.

terça-feira, 10 de maio de 2016

GEA, CENTRO IRRADIADOR DA ASTROLOGIA PAULISTA

A Escola Gea desenvolveu durante cerca de vinte anos (1980 e 2002) em São Paulo uma atividade educadora que contribuiu sobremaneira para a formação do profissional da astrologia.

Em muitos aspectos, teve um papel precursor como por exemplo, ao montar um currículo estruturado em níveis semestrais, ao mudar o conceito de remuneração do professor e ao definir a Astrologia Psicológica como sua linha de atuação dominante.

Quando ela começou era uma época em que a astrologia tinha no público um apelo diferente em vários aspectos e talvez maior do que hoje em dia. Sendo escola, ela funcionou como polo formador do profissional, agregador de pessoas em torno de um objetivo e divulgador do conhecimento astrológico.

Para o levantamento destes dados foi organizada uma reunião em 2012 com alunos e professores que dela participaram. Isso aconteceu pela cooperação de Elizabeth Friedrich , uma das pessoas responsáveis pela escola, que fez empenho nesse resgate e também pela presença de cerca de trinta pessoas.

Depois dessa reunião, foi escrito o artigo que está publicado no site Constelar, um olhar brasileiro em astrologia :  GEA, centro irradiador da Astrologia paulista

Entre no link abaixo indicado e saiba mais dessa escola que teve atividade exemplar. Acompanhe como ela se desenvolveu. Memória e experiência para enriquecer nosso momento presente.

http://www.constelar.com.br/constelar/172_outubro12/escola-gea-sp.php




quarta-feira, 6 de abril de 2016

ANTÔNIO OLÍVIO RODRIGUES, PRIMEIRO ASTRÓLOGO BRASILEIRO

alguns dados de sua vida

Antônio Olívio Rodrigues tinha consultório para atendimentos astrológicos em São Paulo no ano de 1906. Além dessa atividade comprovada em folhetos de divulgação, Antônio Olívio Rodrigues fundou a Editora Pensamento, criou o Almanaque do Pensamento e o Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento.

Desde seus primeiros estudos (entre 1901 e 1902) até a realização da editora (1907) e do Círculo (1909) foram pouco mais de sete anos em que ele deu um salto enorme em direção à busca do conhecimento e de sua vocação.

Chegado ao Brasil, vindo de Portugal como imigrante em 1890 ainda adolescente, ele teve uma vida de muito estudo e realizações com uma perspectiva lúcida da importância da comunicação de suas ideias e conhecimento. Atingiu o coletivo com uma mente atenta às novidades de sua época.

Percebeu logo cedo formas de divulgar suas ações, usufruiu da propaganda e do trabalho de marketing, na mídia em jornal e nas revistas que eram então populares e eficientes. Como pensador e filósofo acumulou estudos e leituras. Desvendou as teorias de sua época. Teóricos espíritas, pensadores como Helena Blavatsky, Eliphas Lévi, Max Hendel,  Prentice Mulford, Ramacharaca, Max Heindel, todos fizeram seu mundo cada vez maior. Filiou-se a ordens espiritualistas daqui e de outros países. Encontrou parceiros e com sua capacidade política e de empreendedorismo agregou todos para a realização de suas obras.

A partir de precárias condições iniciais chegou a um posto de protagonismo em todas as áreas em que investiu.

o mapa astrológico de Antônio Olívio

A astrologia ganhou um lugar de destaque na obra de Antônio Olívio. Em 1917, publica o primeiro livro de astrologia na Coleção Ciências Herméticas e um segundo de técnicas.

Apesar de não sabemos a hora de seu nascimento (até o dia é motivo de dúvidas!), tentamos a análise de seu mapa. Suas maiores realizações ocorreram na época do retorno de Saturno. Tal evidência me deu coragem para levantar estas hipóteses.

Segundo informações da bibliografia do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, ele nasceu no dia sete de outubro de 1879.

O Sol em conjunção com Mercúrio (Libra) indicaria sua natureza política e agregadora. Essa dupla em oposição a Saturno em Áries mostraria seu espírito de luta e realização e tornaria seu pensamento e comunicação obstinados na busca da melhor maneira para divulgação de suas idéias (Lua em Gêmeos nas primeiras horas do dia). O trígono de Urano (Virgem) e Netuno (Touro) lhe empresta uma visão maior da vida e Plutão em conjunção com Marte (Touro) nos diz que ele suportava estresse na busca persistente de seus objetivos.

O planeta Vênus (Virgem) em trígono com Marte e Plutão indicaria relacionamentos intensos e transformadores. Júpiter (Peixes) mostraria a relação positiva com as questões filosóficas e de ordem coletiva, uma grande compreensão das questões da sociedade, um espírito humanitário. A oposição de Júpiter com Urano nos mostra um impulso para quebrar as limitações impostas pela sociedade e um desejo de inovação. A ênfase nos signos de Terra é sinal do espírito realizador de Antônio Olívio.

Observamos seis planetas retrógrados o que lhe emprestaria um aspecto reflexivo e introversão necessária para o desenvolvimento de sua mente privilegiada. 

Por trânsito, verificamos que suas maiores conquistas (a fundação da empresa editorial e da associação) aconteceram entre os anos de 1907 e 1909 quando ele estava entre os vinte oito e trinta anos: época da progressão da Lua e do retorno de Saturno. 

Nessa época, mobilizando as pessoas em volta de si e empreendendo, ele imprime sua marca na realidade (o retorno de Saturno). Essas ações concretizam (ênfase de Terra) suas idéias humanitárias e desejos (Júpiter em Peixes).

Apesar de serem especulações, tais observações podem valer por ele ter sido o primeiro astrólogo profissional brasileiro.

Como deixar de tentar tal análise?

Observação: Há um artigo com detalhes desta vida e obra surpreendentes e que inclui um estudo mais detalhado a respeito do mapa astrológico de Antônio Olívio no site Constelar. Leia no link abaixo indicado: Antônio Olívio Rodrigues, a história de um precursor.


Leia o artigo e saiba mais detalhes da biografia e vocação desta personagem.