quarta-feira, 29 de março de 2017

O LEGADO DA OFICINA PAULISTA DE ASTROLOGIA: EM BUSCA DA QUALIDADE DO PROFISSIONAL

Claudinèi Dias
  

Ao mapear o desenvolvimento da Astrologia em São Paulo, às vezes encontramos personagens e instituições significativas, mas pouco conhecidas ou lembradas. Uma das instituições importantes na história da Astrologia em terras bandeirantes foi a OPA (Oficina Paulista de Astrologia) e graças às entrevistas com a Pá Falcão e a Divani Terçarolli, que com muita atenção e simpatia compartilharam suas memórias conosco, agora temos um registro do que foi e o que fez a OPA.

No início dos anos 90, Pá Falcão, então profissional de TI, estudante de Astrologia e astróloga iniciante que já tinha contato com vários astrólogos, como Carlos Hollanda, Carlos Fini, Rodrigo Araês Caldas Farias e Valdenir Benedetti, começou a envolver-se mais com o ambiente astrológico paulistano. Após conhecer mais pessoas e instituições, decidiu fazer uma abordagem que considerava mais adequada aos tempos correntes e à sua visão do que deveria ser o relacionamento entre os astrólogos e a sua participação na sociedade.

Outros astrólogos também tinham essa intenção de estabelecer uma associação que tanto lhes proporcionasse apoio à sua classe e aos seus trabalhos, como também os divulgasse fora da comunidade astrológica. Em São Paulo, Pá Falcão iniciou a OPA, com a participação de Nivaldo Figueiredo de Souza, Ana Cristina Clemente Abbade, Ana Maria Gonzáles e vários outros astrólogos.

A OPA estabeleceu regras e critérios de participação e atuação de seus membros, visando manter um alto nível de qualidade. Isso é visto, por exemplo, nas condições para ser participante da OPA, que requeria, entre outras coisas, que o astrólogo apresentasse seu Curriculum Vitae, escrevesse uma monografia de dez páginas, prestigiasse seus colegas, escrevesse textos e tivesse participação constante nos projetos da OPA e na divulgação da Astrologia. E esse cuidado não só com os astrólogos, mas também com a Astrologia em si, fica mais evidente ainda quando vemos os objetivos da entidade:

·    Esclarecer as pessoas em geral sobre o que vem a ser, de fato, a Astrologia.
·    Apresentar a Astrologia com responsabilidade e qualidade.
·    Criar uma base cultural da Astrologia no estado de São Paulo, através de textos, fitas de áudio e vídeo e banco de dados.
·    Incentivar o público a usar a Astrologia como uma opção para melhoria da qualidade de vida.
·    Dar educação continuada àqueles que já são astrólogos, participando ou não da Oficina Paulista de Astrologia.

Ou seja, a OPA não queria simplesmente buscar clientes para os astrólogos, queria fazer algo quase apostólico no sentido de fortalecer e divulgar a Astrologia, e para isso era preciso capacitar os astrólogos e educar os não-astrólogos.  


A OPA não tinha sede fixa; as reuniões quinzenais aconteciam na casa da Pá, do Nivaldo, ou na Livraria Triom (com o apoio da Renata Carvalho Lima Ramos). Participavam de oito a dez pessoas; algum dos participantes fazia apresentação de um tema, discutiam-se mapas de clientes ou de conhecidos, trocavam-se informações. A OPA incentivava o aprimoramento astrológico de seus participantes e assim eram vistos assuntos como Astrocartografia, Nodos Lunares, Signos e Relacionamentos, Profissões e Astrologia, Astrologia Empresarial, etc., mas não Horóscopo: um dos objetivos era construir (ou resgatar) uma imagem de seriedade e responsabilidade para a Astrologia, em contrapartida à divulgação mais popularesca e superficial que tantas vezes essa Arte recebe.

Outra bandeira da OPA é que os astrólogos se profissionalizassem, que abordassem a Astrologia de forma empresarial. Assim, os participantes tiveram cursos sobre marketing pessoal e de oratória, e também foi feita a padronização dos cartões de apresentação, entre outras providências para que o astrólogo se colocasse como um empreendedor sério e que deve ser respeitado como todo profissional em seu trabalho. Com o acesso mais fácil à internet, no final dos anos 90, ter essa conexão pessoal à rede passou a ser pré-requisito para ingressar na OPA: o astrólogo deveria estar conectado ao mundo e acessível a ele. Logo seguiu-se a criação de site da OPA e a publicação de boletins informativos de frequência variando de semanal a mensal, chegando a 35 edições, e também da criação de um grupo de discussão no Yahoogroups.

Com as demandas pessoais e profissionais, e o nível exigido pela OPA, os participantes mudavam, mas mantinham-se sempre em torno de dez, e também se mantinha a qualidade do trabalho realizado. Divani conheceu Pá entre 1996 e 1997 e entrou ativamente na OPA em 1999. Também passaram pela OPA, ou participaram de suas atividades: Maurice Jacoel, Lilian Barros e Maria Tereza Nabholz, entre vários outros.

Em 1999, Pá esteve num encontro de Astrologia na Inglaterra, conheceu Robert Hand, Noel Tyl e outros astrólogos famosos e que publicavam livros. Inspirada por esses contatos, ela decidiu realizar um congresso no Brasil buscando aquele nível de excelência que viu em terras bretãs e com um desses astrólogos como atração.

Pá convidou Noel Tyl para vir ao Brasil e em 2000 realizou com ele um evento de palestras e atendimentos, na antiga União Cultural Brasil Estados Unidos, na Rua Oscar Porto (região da Avenida Paulista, em São Paulo), movimentando o cenário astrológico paulista.

Numa entrevista do evento, perguntaram a Tyl o que ele achava do mapa do Brasil e ele respondeu, leoninamente, que não tinha o que dizer sobre algo que não existia, pois não havia um mapa astrológico oficial ou de consenso sobre o Brasil. Isso foi o estímulo para Pá encarar mais um desafio: defender, entre os astrólogos brasileiros, o mapa do Brasil com o Ascendente em Aquário, e convocar trabalhos de diversos autores sobre esse mapa.

Esse esforço resultou no livro Brasil Corpo e Alma – Re-conhecendo o Brasil pela Astrologia, organizado pela Renata, da Triom, e com textos de Adonis Saliba, Ana Maria Gonzáles, Carlos Fini, Eneici Prado, Hanna Opitz, João Acuio, Lydia Vainer, Maria Tereza Nabholz, Maurice Jacoel, Maurício Bernis, Nivaldo Figueiredo de Souza, Paula (Pá) Falcão, Sergio Frug, Sonia M. de Lima, Teresinha Queiroz e Waldyr Bonadei Fücher. Esse livro mereceu um lançamento especial em 2001.

Nessa época, Pá já fora apresentada por Divani ao Maurício Bernis, e esse contato ajudou a reforçar a determinação da abordagem empresarial para o trabalho dos astrólogos. Ela também tinha contato vários astrólogos do cenário brasileiro, estava bastante ativa na lida astrológica, mas começara a se afastar da OPA. Havia avançado bastante em outra de suas paixões – o desenvolvimento de jogos cooperativos – e ganhara proximidade com o pessoal de RH (Recursos Humanos). Conseguiu o apoio da APARH (Associação Paulista de RH) e realizou um congresso no Hotel Transamérica, da Alameda Santos (São Paulo), com toda a infraestrutura de um grande evento, duas palestras simultâneas e vivências, e o lançamento do livro. Vários astrólogos participaram, porém o público foi majoritariamente de profissionais de RH, servindo para a aproximação da Astrologia junto às empresas.

O sucesso desse evento levou à realização de novo congresso em 2002. Mas Pá já começara a deixar a OPA, pois sua carreira de desenvolvedora de jogos cooperativos estava em plena ascensão; também havia ainda o peso do impacto financeiro de bancar a vinda de Noel Tyl, e o desgaste pela constante busca de mercado, melhorias e excelência para os astrólogos. Divani também estava focada no desenvolvimento de sua carreira e já estava afastada da OPA desde a época do evento com Tyl. Outros astrólogos que participavam da OPA seguiram o mesmo caminho e a instituição acabou, informalmente como surgira e existira, após cerca de dez anos de atuação.


Além do evento com Noel Tyl, dos congressos em parceria com a APARH, e do livro Brasil de Corpo e Alma, o legado da OPA inclui a busca da profissionalização dos astrólogos e da valorização da Astrologia. Ideias defendidas pela OPA podem ser encontradas em outras instituições, como a AstroBrasil, onde atua a Divani: educação continuada do astrólogo, aproximação das empresas, prestação de serviços de forma profissional (e não como hobby) do astrólogo, etc. Isso colaborou para a formação de vários astrólogos, como Titi Vidal, Elizabeth Nakata e Patrícia Valente. Nessa década de existência, a OPA mostrou o que é possível conseguir em termos de qualidade e de realizações, desde que se encare os grandes desafios que surgem.

Divani continua atuando na Astrologia, participando da AstroBrasil e dando cursos. Pá ficou 14 anos afastada completamente do ambiente astrológico, mas entendeu-se com Saturno e em 2015 voltou a estudar e a atender. Isso é muito bom para a Astrologia de São Paulo, que agradece :)   


Claudinèi Dìas é astrólogo especializado em Astrologia Clássica, blogger em “Astrologia do Rock” (http://astrologiadorock.blogspot.com) e participa da equipe que realiza a pesquisa na História da Astrologia em SP. 







quinta-feira, 16 de março de 2017

O ENCONTRO DA ASTROLOGIA COM O MESTRE: A VIDA DE WALDYR BONADEI FÜCHER

Renata Fücher 

Waldyr Bonadei Fücher, nascido aos 24 minutos do dia 18 de Agosto de 1926 em São Paulo, sobrinho do pintor e artista Aldo Bonadei, trabalhou na Importadora e Papelaria A.Fücher de sua família, onde conheceu Vilma Andrade Fücher, que seria sua futura esposa. Formado em Administração de Empresas pela Escola Superior de Administração e de Negócios, ocupou vários cargos em empresas comerciais, industriais e de economia mista. Finalmente astrólogo foi fundador da Escola Regulus onde por muitos anos exerceu e compartilhou seus estudos. Este capítulo irá discorrer sobre sua vida e sobre seu legado deixado na Terra.

Casou-se em 14 de Setembro de 1957 com Vilma Andrade Fücher, e gerou dois filhos, Alexandre nascido em setembro de 1958 e Rodolfo em fevereiro de 1962.

Embora tenha comprado seu primeiro livro “Astrologia ao alcance de todos” de Maria Luisa Díaz Leisa (Ed. Pensamento 1949) em janeiro de 1950, seu primeiro contato com esta ciência foi em setembro de 1965, quando sua irmã o convidou para conhecer, uma pessoa muito especial chamada Wilhelm Fr. Bader, um grande conhecedor da Astrologia. Antes desse encontro, ele não acreditava na influência dos astros no ser humano, por este motivo, nunca teve interesse na Astrologia.

O astrólogo Bader interpretou seu mapa, e por obra do destino ou influência planetária como ele próprio dizia, iniciou-se na Astrologia. Pois nesta interpretação, Bader disse fatos que apenas ele sabia, por exemplo, a maneira como se comportava durante seus exames escolares. Fato interessante a relatar: Waldyr era o último da lista de sua sala, e quando era chamado pelos professores, respondia com a parte que havia decorado (mesmo não sendo referente à pergunta). E sempre recebeu boas notas, pois professores já estavam cansados de ouvir tantos alunos.

Bader também fez a previsão e lhe disse que seria professor de Astrologia e que seus alunos seriam na maioria do sexo feminino. Podemos já dizer aqui, que foi a previsão mais precisa!

Por aconselhamento, começou a frequentar a Fraternidade Rosacruciana de São Paulo, onde iniciou de fato seus estudos astrológicos. Sempre estudioso e ao ler muito sobre o assunto percebeu que era muito sério e interessante.

Em certa noite sonhou com Bader, e ao acordar contou para sua esposa que o mesmo lhe entregava uma chave. Devido a problemas de saúde, Bader estava internado, sendo assim ligou para hospital para ter notícias do amigo e ficou sabendo que o mesmo faleceu. Waldyr significou o sonho da entrega da chave, como a continuidade do legado de Bader.

Certo dia em um restaurante vegetariano viu uma propaganda do Instituto Paulista de Astrologia, onde se formou em nível avançado e onde também foi professor. Foi fundador da ABA – Associação Brasileira de Astrologia e do SAESP – Sindicato dos Astrólogos do Estado de São Paulo, nos quais exerceu diversas funções.

Em meados de 1975 decidiu se aposentar da carreira de administrador e seguir seu destino na Astrologia. Neste mesmo ano se registrou como profissional liberal, passou a atender clientes, a lecionar em aulas particulares e em grupos, tanto em seu apartamento como na casa dos alunos. As aulas em grupo já eram estruturadas, possuíam fichas de inscrição, presença, certificado e etc. Assim iniciou sua Escola de Astrologia.

A Escola precisava de um nome, e em uma reunião familiar e de amigos, surgiu a idéia de o nome ser referência à estrela. Ao pesquisar as estrelas, encontraram uma relação com a estrela Regulus: ela estava em conjunção com o Sol e Netuno do mapa de Waldyr Bonadei Fücher e em conjunção com a Lua e o MC de sua esposa Vilma.

Assim a escola foi denominada “Regulus, Cursos e Assessoria Astrológica”, cujo símbolo foi depois desenhado por um amigo.

Incentivado pela sua esposa, resolveu que a escola tivesse um local próprio.

Agora o desafio era achar um local. Em uma noite, sua esposa teve uma visão onde seria esse espaço de trabalho, mas não sabia exatamente onde. Um certo dia o casal estava voltando de uma escola, na avenida Indianópolis, onde Waldyr dava aulas de astrologia; o trajeto passava na avenida Vinte e Três de Maio, quando se depararam com uma propaganda imobiliária de venda de conjuntos para escritório. E então sua esposa diz: “Será esse o local onde você irá trabalhar”.  A partir deste momento surgiu o nascimento da Regulus como uma empresa.

No dia seguinte, foram até o local verificar e, dentre os 280 conjuntos lá existentes, escolheram o conjunto 71-E, comprado em novembro de 1980 onde permanece até hoje a Escola Regulus.

As primeiras turmas começaram no ano seguinte, 1981, e, em pouco tempo, a Regulus cresceu em fama e em espaço, sendo necessário comprar o outro conjunto do andar.  Dos seus ensinamentos surgiram grandes astrólogos e vários retornaram a Regulus como professores, hoje levando adiante seus ensinamentos.

Anos depois, em sua vida pessoal, Waldyr tem seu primeiro neto, Arthur Fücher nascido em maio de 1990 e dois anos depois sua neta, Renata Fücher nascida em novembro de 1992 filhos de Alexandre e sua nora Eliana, que atualmente mantêm vivo o legado.

Em sua vida profissional de astrólogo, além de professor foi conferencista em vários Congressos, Simpósios e Colóquios, organizados pela ABA, SARJ, SINARJ, ASAS, Escola Santista, Instituto Delphos, GAIA entre outros em diversas capitais do Brasil. Algumas de suas teses foram traduzidas para o Inglês, Francês e Espanhol.

Participou de algumas publicações de livros, tais como:“Astrologia Hoje: Métodos e Propostas” (Massao Ohno Editor) com capítulo ‘Astropedagogia’ (1985); “Interpretação de Horóscopo: técnicas e estilos” (org. Valdenir Benedetti) com capítulo ‘Técnica para a interpretação de Horóscopos’ (1993); “Astrologia: 12 Portais Mágicos” (org. Cleide Guedes) com o capítulo ‘Touro – Papa João Paulo II’ (2001); “Brasil, Corpo e Alma” (org. Renata Ramos), com capítulo ‘D. Pedro II e a Astrologia’ (2001) e; “Astrologia para Um novo Ser” (coord. Por Valdenir Benedetti), com o capitulo: ‘O Brasil, seu povo e seu futuro’ (2004).

Na década de 80, ministrou cursos de Astrologia em nível básico e médio em Goiânia, organizado pela sua aluna e Astróloga Jacy A.Genovesi. Neste período também manteve o curso “Básico de Astrologia por Correspondência” criado com a colaboração da Astróloga Sônia Maria de Lima, até 2006.

Em 2002 participou na elaboração da classificação da ocupação “Astrólogo” no CBO2002 (Classificação Brasileira de Ocupações) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Também foi homenageado em 2004 pela Astrobrasil com o Prêmio Morin de Villefranche, e em 2012 recebeu uma placa do SINARJ (Sindicato dos Astrólogos do Estado do Rio de Janeiro) onde foi homenageado com o dizer:

“Waldyr Bonadei Fücher, por sua vida e obras dedicadas à astrologia. Homenagem devida igualmente por formar profissionais e acrescentar dignidade a essa arte, mesmo em épocas em que poucos a praticavam com tamanho comprometimento. O SINARJ agradece em nome de toda a classe astrológica brasileira” – Márcia Mattos (Presidente – SINARJ)

Em 2003, Waldyr precisou fazer uma cirurgia de emergência causada por uma diverticulite, iniciando os primeiros sintomas da demência de Alzheimer. Por vontade, retornou a Escola, mas em menos de um ano precisou ser afastado.


Nos anos seguintes a demência progrediu como já esperado, recebeu todos os cuidados de sua família, principalmente de sua amada esposa. Na data de 19 de fevereiro de 2012 Waldyr faleceu com 86 anos. 

Confira mais fotos de Waldyr Bonadei Fücher:













Renata Fücher é formada em Terapia Ocupacional, atualmente trabalha com idosos. Neta do Waldyr Bonadei Fücher, seu maior exemplo. Junto ao seu irmão, faz parte da 3ª geração da Escola Regulus e também participa da pesquisa sobre História da Astrologia em SP. Site da Escola: www.regulus.com.br Também é organizadora de evento anual na Escola Regulus com dois objetivos: a disseminação do conhecimento da Astrologia e a homenagem ao fundador da escola.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

GIRASSOL – CENTRO DE ESTUDOS DE ASTROLOGIA

Antonio Brito  


Mais do que uma escola de Astrologia, a Girassol é um centro de estudos onde o principal objetivo é ‘elevar’ o status da Astrologia, formando profissionais realmente competentes.”(Maurice Jacoel em 1989)


ORIGEM



Maurice Jacoel
Maurice Jacoel nasceu no Egito, mas vive no Brasil desde 1977. Formado em Filosofia pela USP, tornou-se astrólogo e desenvolveu nos anos 80 um tipo de Astrologia pouco conhecida na época: a Astrologia Empresarial.

Em 1987, Maurice e Constância Nader resolveram criar uma escola de Astrologia, o Centro de Estudos de Astrologia Girassol, que ficava na Rua Girassol 231, Vila Madalena em São Paulo.Os dois chegaram a fazer contato com a Secretaria de Educação, no intuito de um reconhecimento oficial do curso e da regulamentacãoda profissão de astrólogo.

A Girassol nasceu de uma perspectiva que congregava astrólogos de várias tendências e caminhos, em um espaço multidisciplinarque permitia a troca e a integração de conhecimentos.

Dessa ação pioneira participaram outros astrólogos: Sônia Barros, Maria Alice Camargo, Amâncio Friaça, Valdenir Benedetti, Henriette Fonseca, Ricardo Riseck, Ion de Freitas, Valderson, Beto Botton, Bárbara Abramo; entre outros.

ATIVIDADES DA ESCOLA




Mais do que uma escola de Astrologia, a Girassol era um centro de estudos onde o principal objetivo era formar profissionais competentes. Devido a isso, oferecia cursos de Astrologia desde o Básico para iniciantes e curiosos, até os mais específicos de Interpretação e Previsão, para os estudantes mais avançados e astrólogos.

Além de Astrologia, a escola Girassol oferecia cursos de Tarô, I-Ching e Metafísica. Havia também um curso chamado “Perspectivas Esotéricas na Estética Cinematográfica”, ministrado pelo professor de estética da FAAP Ricardo Risek, que abordava a linguagem dos símbolos contida em filmes como Blade Runner, Coração Satânico e outros.

A astróloga Maria Alice Camargo e a psicóloga Vivian Hamann Smith conduziam o Astrodrama, que era uma combinação dos conhecimentos da Astrologia e Psicodrama, trabalhado de acordo com a posição do mapa astrológico de cada participante. O desenho do mapa era feito pelo computador. A interpretação do Sol, da Lua e dos demais planetas era dramatizada por cada um, de acordo com a posição dos astros no mapa.

A ideia fundamental da Girassol era estabelecer uma integração entre várias áreas de conhecimento, mas sempre focada na formação do astrólogo e no desenvolvimento pessoal e coletivo dos seus participantes.

Cada aluno podia fazer um ou mais cursos, conforme o seu interesse, e também podia participar de palestras, vivências, workshops e outras atividades.

A Girassol era um espaço aberto não só aos estudantes, mas também a todos os interessados aos assuntos que eram ofertados: profissionais interessados em dar cursos, apresentar temas de pesquisa, seminários ou simplesmente trocar informações, podiam procurar a escola.

A escola Girassol funcionou até o ano de 1992. No entanto, seus integrantes continuam na ativa como astrólogos até hoje.









Antonio Brito é astrólogo especializado em Astrologia Clássica e Horária e participa da equipe que realiza a pesquisa na História da Astrologia em SP. http://astrologiaecompanhia.com.br/

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

ASTRO*LOGOS, UMA ESCOLA, UM IDEAL, UM LEGADO


"Minha função é só ir passando o que vou coletando desse passado maravilhoso.
Vivíamos um clima cheio de esperança, de ideais, de união."
Mônica Alencar


Mônica Alencar e Valdenir Benedetti montaram uma escola em São Paulo, que funcionou de dezembro de 1988 a 1992. Como cada escola tem um estilo próprio, vejamos as características desta que, entre outros aspectos, ganhou especial divulgação na grande mídia.  






ORIGEM GREGA

Mônica Alencar havia passado quatro anos na Grécia onde tinha estudado mitologia, filosofia e astrologia. Havia trazido na bagagem o desejo de fundar um instituto que trouxesse uma variedade de conhecimentos e saber como outrora tinha acontecido na Grécia Antiga.

Em um congresso no Rio de Janeiro conhece Valdenir Benedetti. A partir desse encontro, Mônica foi conhecendo outros astrólogos brasileiros. Tudo era favorável e, assim, todos foram se juntando no desenho de suas intenções. A empresária Renata Pierotti se ocuparia das questões administrativas.

O convite e folheto distribuído na inauguração foi desenhado por Newton Mesquita, arquiteto, artista plástico e fotógrafo. Colunas gregas foram escolhidas como símbolo por serem a fiel representação de uma arquitetura e civilização que tinham marcado os estudos de Mônica. O nome escolhido, ASTRO*LOGOS, enfatiza nos elementos semânticos a origem grega e as intenções desse empreendimento.

Valdenir Benedetti se encarregou do folheto de apresentação da escola na maior parte de seu conteúdo. Na frase a seguir, ele descreve as motivações e objetivos da instituição: “O ASTRO*LOGOS encara a astrologia como um instrumento de crescimento do SER, uma linguagem que nos dá a possibilidade de reatarmos o contato perdido com a NATUREZA – a nossa NATUREZA.”

Essa perspectiva astrológica que pode ser muito difundida hoje em dia, naquela época representava o que de melhor começava a aparecer como reflexão a respeito dos objetivos da astrologia.

Além da função e do conceito de astrologia esse folheto divulgava também as atividades, os professores fixos e os convidados. Alguns dos workshops tratavam de assuntos tais como o tarô, cinema em abordagem junguiana, o simbólico, astrologia cármica e esotérica, lunações, sonhos em uma ousada variedade de interesses afins.

Os professores da escola eram além de Mônica Alencar e Valdenir Benedetti, Wanderlei Vernilli, Marylou Simonsen, Zeferino Pina Costa e Antônio Carlos Bola Harres. Os convidados eram muitos entre os quais podemos citar Ademar Eugênio de Melo, Cláudia Castelo Branco, Márcia Mattos, Walderson de Souza e Heloisa Cupini.




INDO ALÉM, ASCENDENTE SAGITÁRIO

O espaço físico escolhido era grande e, portanto, compatível com a dimensão do projeto: um instituto que apresentaria os saberes como teria acontecido na Grécia Antiga. Com Ascendente e Sol em Sagitário, a escola teria que ter a marca desse Arqueiro.

A escola ocupava o térreo de um imóvel de três andares em bairro bem localizado na esquina da rua Manoel Guedes com a rua Pedroso Alvarenga. Ele foi reformado por Mônica para servir aos objetivos da escola e contava com recepção, salas de consulta, de aulas, biblioteca. Tudo foi cuidadosamente pensado, tendo ganhado até elementos de decoração especiais tais como um desenho do artista plástico Antonio Peticov.


A inauguração ocorreu em dezembro de 1988. O espaço das ruas em volta foi fechado com velas da artista Giada Ruspoli. O gelo seco na entrada e as mesas em pedras de ardósia polida desenhavam um ambiente elegante e com um toque à frente do tempo e, ao mesmo tempo, lúdico. Foi uma grande festa com garçons e prestigiada por gente importante do meio astrológico, amigos e pessoas da sociedade em geral como Olavo Setúbal Filho e sua esposa Nadja, Maria Eduarda Melão, Maria Eudóxia Melão, Rosita Schmit de Vasconcellos (organizadora do jantar) Elzinha Barroso, fotógrafa, Soninha Gonçalves, assessora de imprensa que cobriu o evento. Estiveram também presentes Zeferino Costa, Marylou Simonsen, Márcia Mattos e Milton Maciel entre outros.

Os objetivos Ensino e Pesquisa foram escolhidos como base essencial de todas as atividades. O ensino da astrologia teria aberturas a novidades, sem rigidez de qualquer tipo, inclusive acadêmicas. Pesquisar significava entender a Astrologia como um universo de possibilidades amplas, um tanto além da visão determinista. O mapa natal seria observado como um recurso a ser explorado, sem fatalismos. Ensino e pesquisa deveriam servir à busca do simples, tirando as arestas, em direção à alma. Era uma ação transformadora que desejava atingir a essência do ser humano, sem enfeites desnecessários.  

A divulgação promoveu a escola na grande mídia. Os jornais Folha de São Paulo e o Estado de São Paulo publicaram matérias grandes. Mônica ganhou matéria de capa do Caderno especial Jardins de O Estado de SP em 14  junho de 1991, que tinha o título Onde o oculto é levado a sério. Em outra matéria ela foi uma das cinco personalidades que beneficiaram a cidade de São Paulo, um destaque de 1991.

Ela atendia como clientes editores de revistas como a Vogue (Fernando Bastos) e Desfile (Elza Lucchesi) e empresários, tais como Perla Nahum que lidava com grandes eventos no mundo da moda e dos negócios. Depois de uma entrevista dada no programa do Amauri Jr, ela se tornou uma das imagens na apresentação do programa por cerca de dois anos. Recebeu convite para a elaboração da campanha de eleição de Fernando Collor entre outros.

Foi uma espécie de conspiração cósmica para que as ações se multiplicassem e a escola cumprisse seu destino de ampliar a divulgação da Astrologia para outros mundos com credibilidade e respeito.

Em entrevista, Mônica Alencar mostrou-se cheia de entusiasmo e de saudades ao lembrar a construção dessa escola que foi seu grande legado construído com determinação, foco e disciplina. Valdenir Benedeti foi, sem dúvida o grande parceiro no desenvolvimento desse ideal.

Érico Vital Brasil esteve presente à inauguração. Com Mônica criou um projeto de junção da ASTRO*LOGOS com a escola carioca Astrociência, realização dele que formou uma importante geração de astrólogos no bairro de Laranjeiras. Como diz o folheto de inauguração, as duas escolas “têm um propósito comum: fazer uma astrologia de seriedade. ”

A citação a seguir, na apresentação da escola, nos diz da missão e exercício da Astrologia: “A ASTROLOGIA é uma maneira de aprendermos a utilizar as potencialidades adormecidas, os recursos interiores que esperam pelo estímulo do conhecimento. Ela possibilita uma real integração entre o indivíduo e sua essência. Somos “buscadores “: do conhecimento, da transformação, enfim, da consciência. Assumimos o compromisso com essa busca. ”


OBS: Mônica Alencar na época da escola tinha o nome de casada, Mônica de Castro, conforme aparece nas matérias da mídia.



Estadão
Estado de São Paulo






Inauguração





Inauguração
Inauguração
A escola
A escola

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

MINHA AMIZADE COM VALDENIR BENEDETTI

Autor: Douglas Marnei


Nós bebemos na mesma fonte, tivemos aulas com o professor Wanderley Vernili quando iniciei meus estudos de Astrologia no período de 1977 a 1979. O professor Wanderley dava aulas de graça para uma turma de mais de 100 alunos em um salão paroquial na Vila Nova Conceição. As aulas eram ditadas e os alunos tinham que anotar rapidamente os ensinamentos, para aprimorar o Mercúrio segundo o mestre.

Interrompi os estudos por cinco anos devido ao nascimento de meu filho Icaro e retornei em 1984 com o colega Maurice Jacoel e depois com outros professores. Soube que o Valdenir teve uma escola de Astrologia na Vila Madalena junto com o Edmur Balle, meu amigo de infância da cidade de Pompéia no interior de São Paulo. Ambos tinham sido alunos do professor Wanderley e evoluíram para a condição de professores.

Em 1991 Valdenir e Cintia Turella di Stasi, sua parceira da Cintila Eventos, trouxeram a astróloga Donna Cunningham para o Brasil. O evento aconteceu nos dias 24 e 25 de agosto na Sala São Luiz, na Avenida Juscelino Kubitschek. O livro “Plutão no seu mapa Astrológico” da simpática astróloga americana havia sido lançado pela Editora Pensamento e os temas tratados no Seminário foram Plutão, evidentemente, e terapia com florais.

Logo após comecei a ter aulas com o Valdenir na Escola Planeta de Astrologia na Rua Pamplona, cujo primeiro logotipo foi elaborado pela Artista Plástica e Astróloga Mônica Grohmann (vide ao lado). Foram vários anos de cursos com uma turma assídua quando construímos uma grande amizade.

Valdenir utilizava algumas técnicas de interpretação como a que foi denominada de “provolone”, devido ao formato do gráfico, no qual diante de uma determinada questão Q, procurávamos o Indicador Universal, o Indicador Essencial e o Indicador Acidental. Por exemplo, em uma determinada questão de valores trazida pelo consulente, procuramos primeiramente a Vênus do mapa, que é o Regente Universal da Casa II. Depois vemos o regente da casa II do mapa em questão, que é o Indicador Essencial e por fim, caso houvesse um ou mais planetas na Casa II, estes seriam os Indicadores Acidentais.

Outra técnica que ele costumava aplicar era a do Oposto Simbólico, por onde fluía a expressão inadequada dos signos. Define-se um outro diagrama no Zodíaco onde cada signo tem seu Oposto Simbólico, sobre a tese de que os do elemento Terra se opõe aos de Fogo e os do elemento Ar se opõem aos de Água.

A Árvore dos Dispositores também era utilizada como acessório para a interpretação dos temas. Era uma outra estrutura de relacionamento dos planetas no mapa baseada na regência moderna dos planetas sobre os signos, onde o regente tem a sua disposição os ocupantes de seu signo. O topo da estrutura eram os planetas domiciliados que hierarquicamente dispunham dos demais e assim sucessivamente. O interessante é que cada mapa tem uma árvore própria, como se fosse uma impressão digital.

Valdenir desenvolveu também uma estrutura do mapa baseada nos arquétipos junguianos e na obra de Carlos Castañeda , onde o Guerreiro, o Mago, o Amante e o Rei ocupavam os pontos da cruz cardinal relativos aos signos de Aries, Câncer, Libra e Capricórnio. Esta estrutura foi se ampliando em um gráfico cada vez mais complexo e acabou sendo tema de uma palestra no 3º Simpósio de Astrologia do Sinarj em 1999 sobre “A Arte Astrológica de Ser Guerreiro”. Seguem aqui dois links para assistir esta palestra:


Além disto, ele recomendava a mudança de local para passar o aniversário de modo que a Revolução Solar produzisse um ano auspicioso para o cliente, evitando possíveis aspectos negativos com os luminares e o ângulos do mapa.

Ele era um grande empreendedor em prol da Astrologia, tendo organizado inúmeros congressos, como um que aconteceu na FAAP em 1993, ano de publicação do seu primeiro livro, ocasião em que eu vi pela última vez o professor Wanderley.

Na Escola Planeta aconteciam encontros dos alunos com troca de informações destinadas às diversas turmas, e me lembro de um sábado quando eu tive o prazer de proferir uma palestra logo após a do Roberto de Carvalho, esposo da Rita Lee, um escorpionino de primeira linha.

No andar térreo da Escola Planeta existia o Espade - Escola Paulista de Arte e Decoração, onde ele organizou dois encontros de Astrologia de que tive a oportunidade de participar como palestrante. O primeiro foi no Ano Novo Astrológico de 1997 denominado “1º Encontro da Astrologia em São Paulo” (folder anexo) e o segundo em setembro de 1998 denominado “Astrologia do Amanhã”.

Ele dava muita atenção aos sonhos e me lembro de um curso que fiz com ele onde uma situação ficou marcada em minha memória: se você sonhar que está atravessando um rio, a nado, de barco ou por uma ponte, é sinal que sua vida terá uma mudança radical.

Outra paixão era a fotografia, sendo que possuía câmeras de alta definição com as quais desenvolvia um trabalho profissional de excelente qualidade e ao mesmo tempo dava vazão a sua veia artística, tendo inclusive recebido prêmios pelas suas fotos.

Possuía uma relação muito intensa com a informática. Utilizava sem restrições os programas de cálculo de mapas em computador e participava de listas de astrologia, algumas sob o pseudônimo de Jonas Bee, onde tinha discussões acaloradas com os outros participantes.

Na vida pessoal, Valdenir, este capricorniano de Sol e Lua com Ascendente Escorpião tinha um senso de humor apurado. Costumava criar neologismos ou interpretações etimológicas de determinadas palavras. A mais famosa era a do místico, que teria sido derivada de “me estico”, ou seja, quando nos tornamos místicos nossa mente se amplia.

Após as aulas, a turma tinha por hábito ir à Trattoria do Sargento na Rua Pamplona com a intenção de conversar sobre Astrologia e tomar cerveja. Era uma maneira de fixar o conhecimento adquirido e trocar outras informações. Valdenir aparecia de vez em quando e a conversa ficava mais animada.

Em 1998 Valdenir desfez-se de todos os seus pertences e mudou-se para a Bahia. Ele me deu um autorretrato do pintor M.C. Escher, aquele em que ele segura uma bola de cristal e sua imagem está refletida na bola. Guardo com carinho este presente, mas depois disto nosso contato diminuiu, restringindo-se a congressos de astrologia e outros eventos.

Na década seguinte ele organizou alguns congressos no Largo do Arouche em conjunto com o astrólogo Maurício Bernis. Me lembro de um deles onde o Ademar Eugênio de Melo, já com muita dificuldade para enxergar por causa do diabetes, porém com uma memória impressionante, deu sua palestra sem ver os slides, assessorado por sua esposa que os ia trocando.

No site Constelar temos a última palestra de Valdenir com o título “Lua, criança interior, autorização para ser feliz” do dia 6 de junho de 2009, no centro de convenções do Hotel Atlântico, em Copacabana, como parte da versão carioca do Circuito Nacional de Astrologia, organizado pela CNA - Central Nacional de Astrologia. Este vídeo foi recuperado por Alexey Dodsworth, que o compartilha agora com toda a comunidade astrológica brasileira. 
Aqui vai o link: http://www.constelar.com.br/constelar/139_janeiro10/valdenir-benedetti1.php

Em seu blog Astrologia Transpessoal, Valdenir se auto definia assim:

“ Estudante e apaixonado pela Astrologia há mais de três décadas. Descobrindo agora que o tamanho do que não sei ainda é imenso, e o tamanho do que nem sei que não sei é inimaginável. Procurando fazer com que a Astrologia não seja apenas um blá blá blá mental e descritivo. Acreditando que a prática da Astrologia é mais do que alimentar ilusões ou autoimagens. ”

Aliás, ele dizia que Transpessoal não quer dizer apenas Além da Pessoa. Para a Astrologia, essa prática quer dizer mesmo é Através da Pessoa. Para quem quiser consultar o material ali armazenado, o link é:

Não podemos deixar de mencionar o Blog da Astróloga Rose Villanova, que disponibilizou inúmeros textos de suas correspondências com o Valdenir neste endereço:

Eu, Ana Cristina Abbade e Valdenir
em um evento no Rio em 1998
Sua partida para outro plano colheu a todos de surpresa, pois todos sentiam que ainda não era o momento. Sentíamos também que tínhamos perdido um amigo, um irmão de fé, um batalhador entusiasmado e apaixonado pela nossa amada Astrologia!


Este é um depoimento pessoal de minhas vivências com meu professor Valdenir Benedetti. Caso algum colega queira manifestar-se, com certeza vai nos enriquecer com suas informações.

Para finalizar vou transcrever a dedicatória que ele fez em um de seus livros, que acho muito oportuna para o momento:

“Douglas, meu amigo, um privilégio ter tido você a meu lado durante esta jornada que é minha vida e de onde surgiu este livro. Obrigado. Sei que você vai curtir. 19/set/97”

É claro que curti, Valdenir!

Douglas Marnei

Janeiro de 2017



O legado de Valdenir Benedetti

Além das aulas, palestras e cursos Valdenir nos deixou vários livros e apostilas nos quais suas ideias continuam vivas e disponíveis para os leitores. Apresentamos a relação deles em ordem cronológica:




- Autor do texto “Astrologia e Sintonia” no livro “Astrologia Hoje – Métodos e Propostas” editado por Massao Ohno Editor em 1985.




  



- Autor da apostila “Técnicas de Interpretação Sintética de um Mapa Astral” elaborada pela ASAS – Astrólogos Associados de Curitiba em 1990.








- Organizador do livro “Interpretação do Horóscopo: Técnicas e Estilos” editado por Editora Hipocampo em 1993.











- Autor do livro “Textos Planetários” de uma editora não citada em 1997.











- Autor do livro “Manual de Astrologia Essencial – Textos Planetários” editado por Editora Ground em 1999.











- Organizador do livro “Astrologia para um novo Ser” editado por Editora Roka em 2000.










- Autor do texto sobre o signo de Peixes no livro “Astrologia – Os Doze Portais Mágicos” editado por Editora Talento em 2001.










- Organizador e autor do texto “Os domínios e funções terrestres dos planetas no horoscopo” em “Segredos e Estilos – A Arte de Interpretação do Horóscopo” de 2008.






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