quarta-feira, 1 de abril de 2020

INSTITUTO DELPHOS, A CASA DE APOLO


    A notícia de uma faculdade de Astrologia correu por uma reportagem de TV e inspirou muitas pessoas. Era uma época especial em que um mundo diferente e melhor era prometido pela Nova Era. Clima perfeito para o Instituto Delphos! Leia o artigo e se encante com o sonho que aconteceu naqueles tempos.       


INSTITUTO DELPHOS, A CASA DE APOLO

    Milton Maciel desejava uma instituição em que o conhecimento astrológico ganhasse um caráter acadêmico e de pesquisa. Para isso juntou professores, organizou eventos e fez publicações. E
Milton Maciel
distribuiu esse sonho e ideário pessoal. E assim conquistou muitos alunos desejosos de conhecimento.


UM CASO PESSOAL EXEMPLAR

    Na reconstituição de História, ao resgatar memórias do Instituto Delphos, me deparei com fatos interessantes e em especial com uma história pessoal.

     José Aparecido Celorio era um adolescente quando assistiu a um programa de TV (Globo Repórter) possivelmente em março de 1992 com Maurício Kubrusli e Sandra Moreira que tinha como assunto a Astrologia. Ele ficou encantado com a notícia a respeito da existência de uma “faculdade” de Astrologia. Decidiu então conhecer a escola que era assim descrita no programa. Tratava-se do Instituto Delphos.

   
José Aparecido Celorio
 Nascido em uma pequena cidade do Paraná e a partir de uma amiga e jornalista, conheceu e assinou a Revista Planeta. Esse fato se acrescenta às muitas memórias de infância quando o pai lhe ensinava a observação do céu em que as constelações eram identificadas. Não foi difícil passar do gosto destes céus observados para a busca do significado que eles poderiam ter. As experiências astronômicas vão construindo dentro de Celorio um gosto pelo mundo dos astros que ganham novos contornos. Seu pequeno mundo de origem se ampliou para além de limites imaginados. Quem poderia conter o movimento de busca?

   
A força da comunicação juntou-se à curiosidade intelectual e, decisão tomada no final do ano, lá se foi ele a São Paulo. No dia 24 de fevereiro de 1993, uma quinta-feira, ele encontra Milton Maciel. E na segunda-feira seguinte começa o curso. Morar em São Paulo em edícula sem a família, ainda que em casa de amigos, não lhe custou sofrimento. Quando ele volta para casa, o pai não se conforma que ele não desistira da ideia de continuar os estudos de Astrologia.

    Foi assim que ele começou seus estudos que também já tinham passado pela Escola Regulus, por correio em 1991 e continuaram em uma formação mais longa na Escola Hermes depois da experiência na Delphos.

       Esse caso pessoal pode nos indicar a força da comunicação das mídias e o entusiasmo de um jovem curioso e seduzido pela ideia da faculdade de Astrologia. Naquela época havia um clima especial para os assuntos esotéricos. A Nova Era chegava em promessas de um novo mundo. Alinhar-se a ele significava ter esperanças.
José Antônio Pinotti 


     Pronto, aí temos o pacote perfeito para uma jovem vocação ser alimentada de conhecimento. O Instituto Delphos entrava investido com a aura das caminhadas de Apolo pelo Sol, pela Verdade e pela Luz.


A MAGIA DO INSTITUTO DELPHOS

    Antes de ser Instituto Delphos fundado em 1989, já tinha existido uma escola também chamada Delphos em 1982.

    O Instituto Delphos, que se desenvolveu até 1994, foi a maior iniciativa de um curso pleno de formação de astrólogos, segundo José Antônio Pinotti. Eram quatro anos com aulas todas as noites.
Ele desenvolvia as funções de coordenador e como professor era responsável por boa parte do currículo e do programa de Residência no Ambulatório de Atendimento supervisionado oferecido aos alunos como parte da formação do profissional. Segundo ele, cerca de 500 alunos passaram por essa formação.

      Havia outros professores além de Milton Maciel, responsável pelo Instituto e também de Sérgio Mortari, um médico brilhante. Hanna Optiz dava aulas de Trânsitos planerários e Técnica de previsão.  Pinotti, sendo psicólogo clínico, montou a residência astrológica, um atendimento supervisionado para desenvolver nos novos profissionais habilidades terapêuticas. Clientes eram recebidos para atendimento gratuito, feito pelo aluno amparado pelo supervisor. Essa supervisão era realizada algumas vezes em auditório que recebia por vezes cerca de cem alunos assistindo, ou então era filmado e exibido em classes posteriores.
Dr Sérgio Mortari 


      Esse programa de Residência astrológica tinha o objetivo de garantir a boa formação do aluno em recursos de aprofundamento na formação profissional. Cada aluno deveria assistir a uma quantidade expressiva de supervisões completas na leitura de mapas.

      Além dessas atividades didáticas, o Instituto organizou várias Jornadas Astrológicas de São Paulo, uma a cada semestre. Eram eventos com coquetel de abertura, lançamento de livros, palestras e mesas redondas, exposição de e livros, espetáculo artístico, jantar de congraçamento. Os palestrantes convidados vinham de vários Estados e de outros países. Duravam de dois a quatro dias de duração como foi a Sexta Jornada em maio de 1993. Ainda houve a Sétima Jornada em outubro desse mesmo ano.

        O Instituto Delphos fechou em 1994 quando seu responsável se transferiu para Maceió para assumir cargo de assessor junto ao governo estadual.

        Segundo Pinotti, o instituto deixou uma marca de idealismo e paixão, que são fundamentais em qualquer carreira em que se busque a excelência, pela exigência do tempo investido na formação.
Ele ainda faz comentários referentes àquela época: “Quem entrou na Astrologia na década de 70 e 80 foi por desdobramentos de uma busca espiritual e de auto-conhecimento. Era uma época da contra-cultura pós hippie e de abertura para os conhecimentos do Oriente.”
Hanna Optiz


       A palestra de inauguração na Sexta Jornada de maio de 1993, Milton Maciel nos traz um pouco desse clima renovador. Vestido ao melhor estilo gauderio, ele subiu ao palco do auditório da Delphos e desenvolve o tema A Astrologia do Macho. O folheto de divulgação do evento assim resume os conteúdos: “1800 anos depois de Ptolomeu, os velhos valores do macho patriarca agricultor continuam firmes no inconsciente (e no consciente) dos astrólogos e das astrólogas!- que os repetem com um fervor respeitoso e quase religioso. Mas, os tempos são outros. Os ventos de Aquário se aproximam e, desde que os quatro grandes asteroides entraram no consciente da humanidade, começou a marcha inexorável de resgate do feminino. Para nós na Astrologia, resta o inevitável questionamento das velhas teorias de dignidades e regências.” Palavras divinatórias do que viria algumas décadas mais tarde com muita força e clareza. 


OUTROS TEMPOS

       Era esse espírito que inspirava o Instituto Delphos. Um aprofundamento no conhecimento astrológico com a perspectiva de revisão de conteúdos, de valores e de debate. Nos programas das Jornadas percebe-se uma preocupação com a pesquisa dos temas tanto nas palestras como nas muitas mesas-redonda. No programa da Sexta Jornada (maio de 1993), há o lançamento do I Congresso Brasileiro de Pesquisa Astrológica que aconteceria em outubro desse mesmo ano.
Ademar Eugênio de Melo, palestrante 


       Pinotti em seu depoimento confirma essa qualidade de conteúdos astrológicos no funcionamento do Instituto. Porém ele vai mais longe em sua análise. Ele marca a concepção de Astrologia da época que não era mera opção de carreira ou negócio pois havia “núcleos de compartilhamento de conhecimentos.” Ele continua, crítico: “A década de 90 foi marcada pelo surgimento das lojinhas esotéricas e dos camelôs místicos.”

      Segundo ele, a partir dos anos 2000 houve a popularização dos conhecimentos, que chegou em larga escala ao grande público, com a divulgação em rádios e pela internet, derrubando qualidade e preços. É interessante
VI Jornada Astrológica de SP
acompanharmos essa evolução temporal e de comportamentos e valores que ele aponta. Delphos estaria na contramão dessa perda de qualidade no trato do conhecimento astrológico.


       Pinotti faz sua leitura desse contexto em transformação a partir de uma experiência de magistério junto a uma população que chegava à Astrologia com a alma acesa na busca da luz do conhecimento astrológico que também era promessa de novo mundo.

       O Instituto Delphos representou uma releitura da era grega em que se buscava a casa do deus Apolo, de ninfas e de musas em busca de orientação e de palavra de esclarecimento. Um contato com os deuses e sua sabedoria.

        Assim foi com aquele adolescente do início de nosso artigo. Ele se locomoveu de longe, encarou dificuldades, resistências familiares para conseguir alimento para sua curiosidade. Esse jovem, que hoje em dia é astrólogo pesquisador e professor universitário, é representativo de toda uma época em que o mundo aguardava novos ares.

       Esses ares chegaram em certo sentido para José Aparecido Celório que teve seu esforço recompensado nos anos que se seguiram, nos estudos e na permanência do seu sonho plantado em contexto délfico. Deve ter sido assim com muitos outros astrólogos ou pessoas que não são mais do que buscadores de respostas que deem sentido à vida.
III Jornada Astrológica de SP  
Programa de eventos 1993 Folheto


Palestras e lançamento de livro VII Jornada 
Parte interna de folheto de divulgação







terça-feira, 31 de março de 2020

ESCOLA TRÍGONO DE ASTROLOGIA, O SONHO E A CORAGEM DE UMA EDUCADORA


Ana Maria Mendez González


Aprendi a organizar o tempo e me responsabilizar por ele,
 o que não é fácil para um signo de Peixes com Ascendente em Sagitário,
onde tudo é possível e os sonhos se transformam em aventuras.
Regina Consoline

as promessas E AS BÊNÇÃOS DE UM TRÍGONO


O nome Trígono - Cursos e Assessoria Astrológica  – chegou à Regina Consoline a partir de um desafio. Seria possível ter uma experiência real e que fosse facilitadora com a energia desse aspecto astrológico vibrando no nome?
Sobrado em vila 

A escola foi montada a partir de um mapa astrológico que ficou perdido entre papeis ao longo do tempo. E a experiência da escola aconteceu de acordo com as promessas do que representa um trígono: foi fácil começar, achar um bom lugar, com excelentes professores fazendo parte da equipe, sem problemas no funcionamento da escola, nem com funcionários, documentos ou alunos. Ainda para finalizar, a escola foi encerrada em decisão tranquila de que era tempo de acabar, no melhor momento e sem dificuldades. Interessante que essa percepção é de uma avaliação atual. Regina Consoline não se dera conta de que tudo tinha sido dessa forma.

Em 1987, além de atender clientes na leitura de mapas astrológicos, ela dava aulas particulares e no final do ano, já tinha formado pequenos grupos de estudos. Tudo isso vinha sendo feito em casa, algumas vezes por semana, com aulas apenas à tarde, equilibrando essa atividade com as questões familiares.
Logo da escola 

No ano seguinte, 1988, uma sala foi alugada em um consultório. Os grupos cresciam e mais oferta de horários era necessária. O gosto pelo ensino talvez estivesse na base de tudo e assim, surgiu a ideia de abrir uma escola de Astrologia, com um espaço maior com a possibilidade de cursos diferentes.
Maria Alice Camargo

A escola foi registrada no dia 18 de maio de 1989. Após esse registro, funcionou em sala sublocada em consultório no bairro do Paraíso onde havia aulas para grupos até o final de 1989 quando houve uma palestra de Mitologia dada pela professora Maria Alice Camargo, encerrando o semestre.

No início de 1990, foi alugada uma casa de vila na rua Tutóia, um local bonito, tranquilo e seguro com uma vizinhança simpática. Outra mudança foi necessária em meados de 1995, para outra casa maior na mesma vila.

Uma programação de cursos e palestras foi organizada e divulgada clientes e alunos, por meio de mala direta e para livrarias como a Zipak, por exemplo. Outros profissionais, como ex-professores, foram convidados para dar aula.
Elizabeth Friedrich 

Uma desses professores, Valdenir Benedetti colaborou sobremaneira no início das atividades trazendo vários alunos para os cursos que ele ministrou. Assim foi também com a professora de Mitologia Grega Maria Alice Camargo que fez a primeira palestra da escola e colaborou na divulgação do espaço em seus cursos de mitologia.

Naquela época a Astrologia fazia sucesso. Havia muitos eventos e palestras em livrarias e outras escolas que foram oportunidades para a divulgação da escola e de suas atividades.

A Escola Trígono tinha cursos de formação em Astrologia,  Astrologia Psicológica, Empresarial, Mundial, Horária e Cármica, e ainda cursos de Mitologia,  Numerologia e Tarô. Em geral os cursos básico, de interpretação e Astrologia psicológica eram ministrados pela responsável da escola.
Waldyr Bonadei Fücher

Adonis Saliba elaborava os conteúdos da parte previsional e os da Astrologia Horária e Mundial.  O professor Valdenir Benedetti deu alguns cursos de previsão, focando principalmente no melhor local para passar o aniversário. A professora Rosa Schwartz deu alguns cursos de Numerologia nos dois primeiros anos e depois a professora Marisa Marin continuou nessa área e em Numerologia Empresarial. Os cursos de Tarô ficavam por conta da Pilar F. y Ferrera nos dois primeiros anos e a Astrologia Cármica ficava a cargo de Ademar Eugenio de Mello. A Astrologia Empresarial,  Maurício Bernis. Depois do segundo ano de vida da Trígono, quem ficou responsável pelos cursos de Mitologia foi o professor Cid Marcus. O professor e psicólogo Paulo Roberto Grangeiro Rodrigues, ministrou alguns cursos sobre o desenvolvimento da personalidade através da Astrologia e Psicologia, assunto esse tratado no seu livro Zodíaco - O Ciclo da Vida Humana.
Festa peruana em fechamento de semestre 1990

Além dos cursos, houve palestras e workshops com professores da escola e convidados: dr Sérgio Mortari,  Astrologia e Saúde; Elizabeth Friedrich da Escola Gea; professor Waldyr Fücher da Escola Regulus.

Com essa movimentação de conteúdos e pessoas o trânsito de alunos foi grande e a escola tinha sempre turmas novas com um bom número de interessados.


O INÍCIO DE TUDO


A formação da educadora contou com alguns passos importantes.

Regina Consoline começou em sala de aula aos dezenove anos, após ter se formado no Magistério no Colégio Oswaldo Cruz em São Paulo. O exercício como professora de crianças a acompanhou até que ela terminasse a faculdade de Psicologia. Abriu então, em sociedade com quem seria seu futuro marido, uma pré-escola, Mamãe Lua, na Vila Clementino.

Acrescente-se a esse repertório de educação escolar, a participação em um trabalho voluntário em São Lourenço (Minas Gerais) junto a um grupo de professores, médicos e assistentes sociais, com o propósito de alfabetizar os adultos de regiões distantes, levando também cuidado médico, vacinação etc.
Regina Cosoline, Adonis Saliba, Ana M M González 

No decorrer dessas experiências, foi-se construindo dentro dela o prazer e o contentamento pelo exercício de ensinar. Era uma base consistente essencial para a percepção do seu lado educadora. Esse repertório talvez tenha alimentado também seu impulso por fazer coisas novas. Não havia motivo de preocupação, pois não cabia a ideia de não dar certo. Ela já tinha metas claras. Foi como se houvesse uma urgência de transmitir tudo o que ela tinha aprendido na vida. Que melhor motivação para abrir uma escola?

As dificuldades que se fizeram presentes nesse empreendimento provieram de questões de vida prática. Por exemplo, como administrar os tempos de escola e as tarefas familiares, já que a escola requeria diariamente longa dedicação e foco?
Capa de apostila

Os primeiros cursos começavam às 14h e a escola permanecia aberta até 22h quando os últimos cursos acabavam. Como responsável pelo espaço, ela ainda ficava um pouco mais sem contar com os cursos que avançavam no horário dependendo do entusiasmo do professor, como ocorria com o professor Ademar Eugênio de Melo.

As obrigações familiares faziam que a rotina do dia-a-dia fosse exaustiva e pesada para todos na família. Por mais que se tentassem saídas para a questão desses horários. Assim que por volta de 1995, apareceu a ideia de fechar a escola começou a ganhar corpo. No início de 1996, houve a decisão final, permanecendo os atendimentos e ainda pequenos grupos, em um consultório preparado para essa finalidade.

Outra questão a ser marcada, foi a interferência do contexto econômico e político do País no funcionamento da escola. O custo alto da inflação fazendo o valor de tudo mudar rapidamente gerava instabilidade e preocupações financeiras.

As dificuldades com a rotina familiar e com esse contexto do País, não impediram que ao longo do tempo o projeto inicial da escola fosse ganhando consistência nos conteúdos psicológicos e mitológicos paralelamente aos astrológicos.


revisando memórias e dimensionando experiÊncias


Ao organizar as memórias para responder às questões que esta pesquisa lhe apresentou, Regina Consoline teve uma real dimensão da experiência de ter tido a escola Trígono que ganhou contornos gratificantes.
Celebração com grupo de alunos

As trocas de conhecimentos com professores e alunos foram abundantes, de aprendizagem no campo profissional e pessoal. E a experiência representou também a realização do Sol em Peixes com o Ascendente em Sagitário, transformando seus sonhos em aventuras. A reação de astrólogos amigos ao conhecer a proposta da escola e a descrição no papel era: Que coragem!

Só com o passar do tempo, ela percebeu que a palavra “coragem” era uma substituta delicada para a palavra “loucura”. Poderia ser uma avaliação até justa perante uma pessoa que com apenas quatro anos de estudos de Astrologia, desejava abrir uma escola. Mas, ela seguiu seu sonho e acreditou em sua vontade, sendo grata pela presença de amigos generosos em compartilhar seus saberes, em dar apoio e participar desse projeto.
Regina Consoline

Ao final de seu depoimento, ela sintetiza: “Fico feliz em pensar que essa minha “loucura” pode ter sido útil para alguém.”

Com certeza, são palavras jupiterianas, embaladas ao ritmo do que seria um Grande Trígono devido ao alto idealismo, às capacidades intuitiva e de visão de Regina Consoline, aliadas à percepção de futuro e de conjunto.

quinta-feira, 26 de março de 2020

INSTITUTO PAULISTA DE ASTROLOGIA: ASTROLOGIA CIENTÍFICA, PROFISSIONALIZAÇÃO E VISÃO FUTURISTA

*Clarissa De Franco

“Sendo o trabalho do Astrólogo equivalente a um sacerdócio,
deverá ter preparação científica, maturidade psicológica e a 
máxima disciplina intelectual e moral, do contrário não terá 
condições de orientar seus semelhantes.”
Código de Ética Profissional de Astrólogxs, 
Seção I, artigo IV, publicado na página online 
da Associação Brasileira de Astrologia.



Foto cedida por Graziella Marraccini
A frase escolhida para abrir este texto carrega a alma do Instituto Paulista de Astrologia. Sob a inspiração de um grande trígono de Ar em seu mapa de nascimento (27/01/1969) entre Sol e Mercúrio em Aquário, Lua nos primeiros graus de Gêmeos, Júpiter e Urano em Libra –, o Instituto Paulista de Astrologia carrega uma tônica benéfica do elemento ar, e traduziu tal característica em uma trajetória longa de produções, estudos e articulações, com forte objetivo de tornar a Astrologia um campo reconhecido como científico, sério e profissional, junto a uma proteção legal que Júpiter em Libra teria trazido para a escola por todos esses anos.

Inicio esse trabalho agradecendo imensamente a contribuição de colegas na reconstrução do legado do Instituto Paulista de Astrologia, em especial a Antonio Facciollo Neto, Cinira Palotta e Graziella Marraccini, que cederam seus tempos, materiais, salivas e memórias para compor esse trabalho. A experiência de conhecer um pouco mais sobre a história do Instituto Paulista e de figuras de profundo impacto na história da Astrologia no Brasil foi muito rica para alguém como eu, que vivi várias facilidades geracionais que interferiram em minha atuação profissional, como a internet e os softwares de Astrologia, e assim ocorre com muitxs astrólogxs na atualidade, que estão distantes da dimensão “heroica” de desenhar um mapa astrológico manualmente ou da dificuldade gigantesca em espalhar conhecimento para pessoas de vários estados e países sem a internet. Agradeço também, à mentora desse projeto, Ana Maria Mendez González, quem me ofereceu a oportunidade de produzir sobre o tema, já que este estudo faz parte da pesquisa sobre História da Astrologia em São Paulo, coordenada por Ana.

O Instituto Paulista de Astrologia foi pioneiro em uma série de atuações no campo astrológico brasileiro. Fundada em 27 de janeiro de 1969 em uma parceria entre Antonio Facciollo Netto e Ivan Moraes e Silva, a escola, além de ter sido a primeira regular e com caráter oficial no país, também deu origem à fundação, em 12 de outubro de 1971, da APA – Associação Paulista de Astrologia, que depois expandiu-se formando a ABA (Associação Brasileira de Astrologia) em 15 de junho de 1977, a primeira associação de astrólogos do Brasil. Além disso, o primeiro Sindicato da categoria no país, SAESP (Sindicato dos Astrólogos do Estado de São Paulo), criado em 09 de dezembro de 1988, também esteve ligado às lideranças do Instituto. 

O pioneirismo não para nesses marcos históricos. Surpreendi-me com os cursos por correspondência em décadas em que a internet ainda não existia: 1970, 1980 e início dos anos 1990. O Instituto Paulista de Astrologia enviava o material de formação pelos correios, propiciando formação de Astrologia por todo o país. Desde aí, nota-se uma caminhada aquariana-jupiteriana, que alia uma visão global, ampla e esperançosa, antecipando passos futuros numa busca de formação de redes e consolidação da área astrológica como um campo profissional sério e que merece reconhecimento. 

Há informações disponíveis online sobre o Instituto (IPA), a Associação (ABA) e o Sindicato (SAESP), que podem ser acessadas por meio das páginas: http://www.astrologiaipa.com.br/ , http://www.astrologia.org.br/Sobre-a-ABA/Historia.

Antonio Facciollo Neto e a Astrologia científica

Imagem cedida por
Antonio Facciollo Neto
A história do Instituto Paulista de Astrologia mescla-se com a história de um de seus fundadores, Antonio Facciollo Neto, que até hoje carrega com orgulho seu legado e afirma em depoimento: “fiz tudo para cumprir uma missão”. A partir de 1973, sua esposa Vera Facciollo tornou-se sócia e também professora da escola. A marca do Instituto é o estudo e a prática da “Astrologia científica”. Segundo Facciollo, a Astrologia científica é baseada em ações e conhecimentos, como “estatística, ciclos de recorrência, observações sistemáticas”. “Precisamos dar seriedade à área”, ele diz. “Temos que provar que os fatos se repetem quando existem tendências astrológicas”. 

Cinira Palotto, atual professora do Instituto, lembra que a “Astrologia científica” veio da França, no século XIX, a partir de pesquisas estatísticas usadas para verificar premissas da Astrologia clássica. Alguns nomes ligados a essa corrente de estudos e pesquisas são Léon Lasson e Paul Choisnard, além do conhecido casal Michel Gauquelin e Françoise Gauquelin, que embora tenham desenvolvido pesquisas inicialmente com o intuito de provar que a Astrologia não tem bases científicas, encontraram alguns resultados que acabaram por confirmar algumas premissas astrológicas, como a maior probabilidade de pessoas com Marte em casa angulares atuarem como esportistas ou militares. Tal estudo ficou conhecido como Efeito Marte. Sua pesquisa, no entanto, foi mais abrangente, e também encontrou resultados estatisticamente significativos que envolviam os planetas Júpiter e Saturno em casas angulares, respectivamente associados no estudo a temperamento expansivo e confiante, típico de políticos e atores, e postura detalhista, reflexiva e analítica, associada a cientistas, filósofos e pensadores.

Graziella Marraccini, que foi uma das alunas do IPA, assim define o tipo de estudo desenvolvido no Instituto Paulista: “é uma astrologia mais racional e menos mística”. Ainda segunda Graziella, nos cursos de Astrologia em geral falta Mecânica Celeste, Astronomia, matérias que ela estudou no Instituto e considera bases fundamentais para a formação na área. Nesse sentido, elogia o Instituto Paulista de Astrologia, como uma escola que promove estrutura e bases sólidas de conhecimento.

Antonio Facciollo Neto,
foto cedida por ele
Facciollo afirmou: “trabalhamos muito para provar que a Astrologia é uma ciência”. E aponta que a internet pode trazer alguns problemas em relação a uma formação de qualidade. Ele diz: “Tem gente esquisotérica que desvia o verdadeiro interessado. Nós, astrólogos sérios, não temos como evitar isso. Mas é como se fosse uma iniciação também o uso da internet. Quem está no caminho certo encontra a saída, mas quem está começando, pode se perder”. 

Mesmo afirmando categoricamente que a Astrologia é uma ciência “que foi perseguida”, na visão de Facciollo, a perspectiva científica da Astrologia não elimina o valor da perspectiva mitológica. “A mitologia dá informações simbólicas que estão em sintonia com o conhecimento atual. Os seres que deixaram a mitologia sabiam do que estavam falando. Falaram de uma maneira cifrada para atingir a multidão, de uma forma novelesca. Mas tem que conhecer tradição chinesa, hindu e muitas tradições além da grega”, ele finaliza a questão, chamando atenção para sempre buscar se aprofundar nos conhecimentos. Já em relação às religiões, Facciollo é mais categórico e ácido: “religião deforma informações. A Bíblia é uma colcha de retalhos muito ruim. Deus não está preocupado com pecados que você comete. Isso a lei de causa e efeito corrige”.


Profissionalização da Astrologia

Além de colocar a Astrologia como um campo sério, científico e passível de verificação, uma das preocupações do Instituto Paulista de Astrologia tem sido a profissionalização da área. A criação da Associação Brasileira de Astrologia e do Sindicato de Astrólogos do Estado de São Paulo relaciona-se diretamente com esse foco. A ABA estabelece critérios para filiação de astrólogos, professores de Astrologia e Cosmoanálise e também para a filiação de escolas de Astrologia. Tais critérios estão descritos na página web e envolvem um esforço público em estabelecer parâmetros para a atuação profissional. Há propostas para currículos e cargas horárias de cursos nos níveis básico, médio e superior, indicação de referências bibliográficas da área, provas de proficiência em Astrologia, publicação do código de ética profissional, entre outras medidas, fundamentais para a consolidação de parâmetros para a atuação astrológica.  

A Associação Brasileira de Astrologia tem orgulho de ter se estabelecido como uma referência na área, e anuncia em sua página: 

“A ABA conquistou o respeito e a confiança não só dos associados como do público em geral, pela seriedade de seu projeto e pelo rigor das exigências para admitir seus filiados. Tornou-se uma verdadeira auto-regulamentação da profissão de astrólogo, e hoje atua como um autêntico “selo ISO-9000”, tanto para profissionais como para escolas de Astrologia. Aqueles que procuram por um profissional competente e ético, costumam perguntar se é filiado à ABA; os que estão à procura de um bom curso de Astrologia perguntam se a escola é reconhecida por ela, no afã de saber se seu aprendizado será idôneo e se seu futuro Diploma de astrólogo virá a ter real valor”.

Nos anos de 1976 e 1977, a diretoria da ABA trabalhou para incluir a profissão de astrólogo no Código Brasileiro de Ocupações, CBO, ligado ao Ministério do Trabalho na época. A Portaria 3654, de 24 de novembro de 1977 colocou oficialmente a Astrologia como profissão reconhecida entre as atuações científicas, técnicas e artísticas, sob o código 1-99. Esse reconhecimento foi fundamental para que profissionais da área passassem a poder declarar Imposto de Renda, e ter direito a benefícios como aposentadoria e INSS.

Em relação às várias tentativas junto ao Congresso Nacional de regulamentação da profissão, Facciollo afirmou, em tom de decepção: “fomos vítimas dos governos desse país atabalhoado. Os governos não cumpriram o que prometeram. Somente a auto-regulação é o que funcionou”.

Facciollo também fez uma crítica à atual participação da categoria nos Sindicatos de Astrologia no país, comparando com a experiência de algumas décadas atrás, quando o SAESP nasceu: “hoje, associações e sindicatos estão às moscas. Tem menos solidariedade. Ficou limitado. As pessoas estão distantes de contribuir com qualquer causa coletiva”.

O Instituto Paulista de Astrologia e outros canais

Vera Facciollo na contracapa do seu livro
Arcanos e Mitos Herméticos. Imagem
cedida por Facciollo.
A busca por reconhecimento para a Astrologia pelo Instituto não envolveu somente a profissionalização. O Instituto Paulista também levou essa luta para os meios de comunicação populares, como jornais, revistas e em vários programas de televisão, de emissoras como a TV Globo, TV Manchete, TV Cultura, TV Capital de Brasília, TV Tupi. Durante 13 anos, Antonio Facciollo participou do Programa da TV Bandeirantes chamado Xênia e Você, no qual ele, ao lado de sua mulher Vera e colegas astrólogos, construíram um legado de pesquisas astrológicas e previsões que levavam ao público. Ele afirma: “com pesquisas, íamos mudando a visão das pessoas sobre a Astrologia. Registrávamos em cartório nossas previsões para ninguém poder falar nada depois. Acertamos os atentados do Reagen, do Papa, a guerra do Afeganistão...”

A repercussão desses programas certamente não foi pequena. Cinira Palotta, ao contar sobre sua conexão com o Instituto Paulista de Astrologia, disse que admirava desde adolescente as aparições de Facciollo no programa da Xênia e que foi inspirada nesse contexto a se formar e se profissionalizar. Cinira já tinha inspiração de sua avó de mesmo nome (Cinira Palotta) que também foi estudiosa autodidata de Astrologia, tendo participado do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento por alguns meses na década de 1930. Apesar dessa influência familiar, segundo Cinira, o Instituto foi fundamental em sua carreira.

Embora o Instituto Paulista de Astrologia não seja diretamente vinculado à Maçonaria, Antonio Facciollo resgata em seu discurso a importância dos maçons para a Astrologia. Seu pai Mariano Facciollo era maçon e astrólogo e dele herdou essa pertença. “Eles (judeus) sempre deram espaço para dar credibilidade à Astrologia. A Maçonaria é um ponto de apoio, porque traz liberdade de pensamento”. Na página http://www.astrologia.org.br/Sobre-a-ABA/Astrologia-no-Brasil, há uma referência ao papel das Lojas Maçônicas na história da Astrologia: “Muitas sementes de Astrologia foram plantadas no Brasil pelas Lojas Maçônicas, que, desde a vinda da corte para o país, e através de Maçons que viajavam para a França e Inglaterra, se dedicavam a pesquisar a matéria -- parte integrante de seu simbolismo filosófico. A Instituição Maçônica, na sua versão especulativa-filosófica, se originou dos Rosacruzes Ingleses do século XVII, entre eles muitos astrólogos como Robert Fludd, William Lilly, Elias Ashmolle e outros”.

Muitos nomes da Astrologia passaram pela Formação no IPA, tais como: Paulo de Tarso, Rosa de Cunha, Antoine Daoud Filo, Rosa Lodi Barcelos, Antonio Carlos Fini, Amauri Magagna, Marisilda Magagna, Waldir Bonadei Fücher, Wilma Bonadei Fücher, Hélio Amorim, Nazareno Micheletti, Chafy Miguel Bittar, Joana Zito Losada, Maria José Faria de Paula, Francisco Arthur Canel, Antonio Federighi, Gersio Passadore, Juan Alfred Cesar Müller, Graziella Marraccini, Cinira Palotta, entre muitos outros.

Graziella Marraccini destacou em seu depoimento alguns marcos que a ligaram ao desenvolvimento do Instituto, entre eles, a criação do primeiro Software Pegasus por Paulo de Tarso. No Instituto Paulista de Astrologia, ela aprendeu a desenhar os mapas manualmente, mas viveu esse momento de transição, em que a tecnologia foi modificando a atuação profissional dos astrólogos.

Os eventos também foram um ponto de sucesso na trajetória do Instituto. Simpósios, Congressos, Colóquios de Astrologia foram organizados pelas lideranças da escola. Facciollo conta que “lotavam o Teatro Hilton”. O primeiro Colóquio Brasileiro de Astrologia foi realizado pela ABA nos dias 14, 15 e 16 de abril de 1978. Desde então, A ABA vem realizando eventos anuais, que normalmente ocorrem nos hotéis: Hilton, Maksoud Plaza e Nikkey Palace em São Paulo. 

Hoje, o Instituto Paulista de Astrologia promove celebrações que envolvem as datas de início dos Equinócios e Solstícios, o Ano Novo Astrológico, além de reuniões ligadas às lunações, além de muitas outras atividades que atuam para manter viva a perspectiva da Astrologia científica. Cinira, que atualmente compõe o quadro de professores, contou que está desenvolvendo uma pesquisa sobre um tema há anos e ainda não sente que seus dados estejam prontos, demonstrando ter aprendido a importante lição que o Instituto deixa de zelar pelos detalhes e pela seriedade do trabalho.

Também merecem destaque na história do Instituto, a diretora, professora e sócia Vera Facciollo, que desde 1972 vem organizando vários Congressos de Astrologia e Ciências Herméticas e atuando na direção da ABA e do SAESP, além de ser autora do livro Arcanos e Mitos Herméticos, e o professor Renan Leme que é também autor do novo Programa online de Astrologia voltado a pesquisas astrológicas pela ABA e IPA.

Sobre a herança que o Instituto Paulista de Astrologia deixa, Facciollo é tranquilo em reconhecer que cumpriu uma missão de comprovar a seriedade e a cientificidade da Astrologia. “Nunca perseguimos ninguém e buscamos ajudar a todos, mas tem gente que fica com raiva quando a gente mostra o certo”. 

Imagem do Livro de Vera Facciollo,
cedida por Antonio Facciollo Neto.
A importância do Instituto Paulista de Astrologia na história da Astrologia do Brasil é inegável, imensa, já que da escola se derivaram outros espaços que contribuíram para o exercício profissional de astrólogos, espaços que propiciaram uma estrutura e uma legitimidade para área. Quanto maior o reconhecimento público oficial da atuação astrológica, menos explicações, nós, astrólogos, teremos que dar diante de outros campos do saber, como a ciência, já que esse trabalho do IPA envolve a construção de um repertório que justifica em si mesmas as práticas e o campo conceitual da área astrológica, consolidando saber e atuação. Eis o rico legado do Instituto Paulista de Astrologia: legitimidade para a Astrologia, diante de si mesma e de seus pares, diante do público, diante de outros campos do saber, diante da história do conhecimento. 


Esse estudo faz parte da Pesquisa História da Astrologia em São Paulo, coordenada por Ana Maria Mendez Gonzalez. Material disponível em http://historiastrologsp.blogspot.com/


*Clarissa De Franco é psicóloga, astróloga formada pela Escola Gaia, taróloga, psicóloga arquetípica e analista de sonhos, doutora em Ciência das Religiões, com Pós-Doutorado em Estudos de Gênero.  Trabalha no campo de Direitos Humanos na Universidade federal do ABC. Como terapeuta e pesquisadora, trabalha na interface entre saberes tradicionais e científicos, articulando conhecimentos entre gênero, religião, psicologia, astrologia, mitos e tarô. É especialista do Personare. 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS,UMA ESCOLA INSPIRADA

Ana Maria Mendez González


A coragem para o ensino da Astrologia lhe veio quando Inês de Paula percebeu como a experiência do conhecimento da Astrologia ajudava as pessoas, a partir das leituras de mapa natal.  


O INSTITUTO INÊS DE PAULA

Palestra de Inês de Paula em 2000 
“Aprendi com a mestra a ajudar indivíduos a se conhecerem se estiverem abertos. Com base em seus mapas, tomam decisões, corrigem rumos e procuram ser felizes. O autoconhecimento é inevitável. Com certeza foi esse o grande legado da Inês pra mim. Gratidão sempre.” Gilmara Oliveira (aluna)

Inês de Paula começou seus estudos de Astrologia na Escola Regulus em São Paulo com Waldir Fücher e no Instituto Paulista de Astrologia (IPA) com Antônio Facciollo.

Palestra em 1993 
Nessas duas escolas, entre as quais percebia semelhanças, fez a maior parte de sua formação. Também seguiu apostilas de Paulo Roberto Rodrigues e participou de algumas atividades na GEA, Grupo de Estudos de Astrologia de Elizabeth Friedrich. Com preocupação profissional, fez exame na ABA para se filiar ao sindicato. Foi Delegada Regional e representante em São José dos Campos, tendo sido responsável pela filiação de muitos de seus alunos. 

A professora iniciou suas aulas de Astrologia para alunos de maneira informal em 1993 até que montou sua escola. O Instituto Inês de Paula, que, no primeiro ano de funcionamento recebeu o nome Instituto Aquarius, funcionou na cidade de São José dos Campos de 2001 a 2010.

Grupo de alunos
A motivação para a escola veio dos conhecimentos astrológicos adquiridos no trabalho das consultas que foi se comprovando eficiente. O ensino multiplicaria o que foi percebido nas leituras de mapas. Essa foi a inspiração para a abertura da escola.

As salas eram pequenas, mas sempre contou com entusiasmo entre professores e alunos talvez explicável pelo inusitado de uma escola na cidade. A escola chegou a ter perto de 200 alunos.

O programa de ensino apresentava vários níveis de astrologia, da Introdução ao nível três de Previsões.

Apoio da mídia da região

Paralelamente às disciplinas de Astrologia, o espaço também oferecia aulas de Feng Shui e Numerologia com profissionais desses outros oráculos. Havia uma loja esotérica para produtos ligados a todas essas áreas. Ana Mortari colaborou dando palestras na área de Grafologia.

 As funções administrativas foram cumpridas por pessoas de família que completaram assim o quadro para o funcionamento burocrático da escola. Questão que nem sempre é fácil. O instituto mudou de endereço por questões imobiliárias. Segundo Inês de Paula, essa foi uma das dificuldades, das muitas com que se depara quem pretende manter uma escola: funcionários, contador, outros aspectos e despesas necessárias. Ela pondera que para o bom funcionamento de uma escola, além de conhecimentos astrológicos é necessária a capacidade administrativa.

Novidades são bem-vindas em São José dos Campos
O Jornal O VALE (antigo O VALEPARAIBANO) deu grande apoio ao empreendimento pioneiro na cidade de São José dos Campos e colaborou divulgando a escola em muitas reportagens.

Outro importante apoio veio da TV Vanguarda, filiada à Rede Globo que convidou inúmeras vezes Inês de Paula para participar de sua programação.


Inês de Paula e sua escola 
Inês prestou uma espécie de consultoria astrológica nesse canal de TV de 1990 até aproximadamente 2012. Havia interesse nas atividades do Instituto e em assuntos relacionados à Astrologia como previsões ou em época de eclipses, Copa do Mundo, eventos da política. Eram entrevistas esporádicas e que colaboraram na divulgação da Astrologia e do Instituto pela região do Vale do Paraíba. 

A escola foi fechada em 2010, mas permanece na memória como experiência positiva por tudo o que foi realizado. E a Astrologia continua sendo a atividade profissional de Inês de Paula até hoje nas variadas formas permitidas pelos atendimentos ao vivo e digitais.